Cortes de energia da estatal Eskom afectaram actividade económica do sector privado em Março na África do Sul

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 A actividade económica do sector privado na África do Sul contraiu acentuadamente em Março, indica uma pesquisa divulgada quarta-feira, que aponta os “apagões” de electricidade realizados pela estatal Eskom como sendo o principal obstáculo à actividade comercial no país.

 O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da IHS Markit, citado pela Reuters, caiu para 48.8 em relação ao índice de 50.2 em Fevereiro, já que houve uma redução de novas encomendas.

 As empresas em análise disseram que as interrupções na produção deveram-se principalmente aos “apagões” de electricidade da Eskom.

 A África do Sul foi alvo de vários “apagões” com duração de horas em Março, devido a a falhas técnicas e operacionais nas centrais termoeléctricas a carvão da estatal Eskom.

 “O optimismo do índice de Fevereiro foi rápidamente revertido em Março. As empresas atribuem a queda de produtividade aos cortes frequentes de energia impostos pela Eskom”, disse o economista David Owen, da IHS Markit.

 “Como resultado, as empresas relataram uma queda sem precedentes nas despesas comerciais, destacando o esforço para recuperar as vendas”, salientou.

 A baixa inflação de custos, uma medida de crescimento do preço dos insumos de produção, como a mão-de-obra, água e energia, reflecte a fraca demanda prolongada por parte do consumidor.

 Um dos grandes retalhistas sul-africanos, o Shoprite, indicou a sua relutância em repassar os aumentos de preços para o consumidor final, por forma a continuar com as promoções de descontos que mantêm a inflação de preços nas lojas abaixo das taxas nacionais.