Convívio da Academia-Mãe no “Castelo” em Glenanda patrocinado pelo compadre honorário Salvador Pais Pereira

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 Na quinta-feira 28 de Fevereiro juntaram-se no restaurante “Castelo” em Glenanda, sul de Joanesburgo, 35 compadres, comadres e convidados para o convívio semanal da Academia do Bacalhau de Joanesburgo. Convívio este que foi patrocinado pelo compadre Salvador Pais Pereira.

 Os compadres e comadres foram recebidos com um al-moço de luxo, primeiro com entradas de croquetes de car-ne, chamuças, rissóis de ca-marão, pasteis de bacalhau, queijo fresco com bolachas de água e sal, melão com presunto, salada verde e iscas de fígado.

 De notar que toda a refeição no “Castelo” incluindo o servido de mesa foi da mais alta qualidade, com a dona Isa Rodrigues, comadre da Academia-Mãe do Bacalhau, em constante vigilância e atenta ao serviço de mesa. Um restaurante tipicamente português que conta sempre com todos os produtos portugueses e vai ao pormenor de ter águas portuguesas em cima das mesas.

 A Academia-Mãe celebra a portugalidade – um dos valores basilares da tertúlia – com o vinho tinto sobre a mesa, Dão Terras Altas das caves José Maria da Fonseca. Vinho especial importado de Portugal para o Congresso Mundial das Bodas de Ouro da Academia-Mãe e que as garrafas restantes estão agora a ser consumidas nos convívios semanais.

 O repasto foi aberto pelo presidente José Contente pelas 13h40, uma vez reunidas as “condições” (copos com vinho tinto) pediu ao compadre Manuel Sampaio que desse o “tom” do “Gavião de Penacho”.

 O presidente deu as boas-vindas a todos os presentes em torno da mesa ao declarar, “é bom ver a mesa composta desta maneira, uma participa-ção saudável com caras sau-dáveis.”

 O presidente acrescentou “compadres, comadres, co-mam e bebam à vontade, divirtam-se, convivam porque aqui nesta casa somos sempre maravilhosamente bem-recebidos. Seja aqui no novo “Castelo” como no “Castelo” em The Hill, a qualidade impera. Também, segredaram-me aqui ao meu ouvido esquerdo, que este almoço vai ser integralmente patrocinado pelo nosso compadre honorário Salvador Pais Pereira”. Uma informação que mereceu uma forte salva de palmas dos presentes.

 “Como sabem compete-me eleger um “carrasco” para a tarde e, portanto, vou eleger o compadre José Luís Rodrigues que faz sempre uma excelente prestação e tem uma vista privilegiada sobre toda a mesa”.

 O primeiro prato, o da sopa de caldo-verde, foi servida. A sopa estava perfeita, com o caldo de batata bem fluido e leve, a couve cortada e escaldada na perfeição e com uma rodela de chouriço. Todos os presentes, apesar do forte calor de Verão, gostaram muito da sopa.

 Após a sopa, houve um interregno, o presidente fez soar o badalo. “Entretanto, antes do bacalhau, vamos aproveitar para presentar os nossos convidados de hoje. O compadre honorário Orlando Marques apresentou o seu convidado.  “Boa tarde caras comadres e caros compadres, tenho aqui um grande amigo, que já anda a ameaçar vir há vários meses, mas finalmente conseguimos arranjar tempo. É o meu grande amigo Domingos Silva”, concluiu o compadre honorário Orlando Marques.

 Apresentou-se, Domingos Silva.

 “Boa tarde a todos, eu trabalho na área no desenho e impressão. Faço trabalho muito criativo”.

 Tony da Silva apresentou o seu convidado, Carlos que agradeceu o convite em estar presente no almoço e afirmou estar a gostar muito de participar.

 O presidente Contente lembrou que naquela tarde teria lugar, “a partir das 18h30, uma Assembleia-Geral Extraordinária, para cooptar novos membros para o Board of Trustees do Lar de Santa Isabel.”

 O prato principal foi depois levado para a mesa. O bacalhau foi servido cozido, acompanhado de batata, grão-de-bico, couve, cenoura e ovo cozido. O peixe estava demolhado e cozido na perfeição e a lascar “como manda a lei”.  O bacalhau foi do agrado de todos, mas muitos foram os que levaram bacalhau para casa por não conseguirem terminar os pratos, devido às generosas porções servidas pela comadre Isa Rodrigues.

 Logo em seguida foi aberta a mesa das sobremesas que continha mousse chocolate, gelatina, colchão noiva, salada fruta, melancia, pasteis-de-nata, doce de bolacha Oreo e doce “Castelo”, o doce da casa.

 Antes de se dar por encerrado o repasto, foi entregue o certificado de compadre a Jú-lio Adão. Foram contadas algumas anedotas e a palavra final foi dada ao “carrasco” da tarde. Como é sua tradição, o compadre José Luís Rodrigues num misto de muito humor, sarcasmo e sátira, atribuiu a sua “sentença”. As garrafas de digestivos foram le-vadas para a mesa acompanhadas pelos cafés. 

 O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e com o último “Gavião de Penacho”.