Consuldado-Geral de Portugal em Joanesburgo reforça medidas de segurança após assalto às instalações

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O Consulado-Geral de Portugal, em Joanesburgo, está a reforçar as medidas de segurança nas suas novas instalações, em Bruma, após um assalto que resultou no furto de material informático, devendo a normalização dos serviços consulares acontecer em pleno até à próxima sexta-feira.

 O incidente ocorreu na madrugada de domingo, 24 de Fevereiro, após dois cortes de energia eléctrica no bairro que afectaram o sistema de segurança electrónica do Consulado português, segundo indica um levantamento preliminar forense às causas do furto.

 Uma fonte diplomática disse ao Século de Joanesburgo que o relatório da investigação forense elaborada pela polícia diplomática sul-africana deu entrada na quinta-feira no Ministério das Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO), em Pretória.

 O assalto às novas instalações do Consulado Geral de Portugal, em Joanesburgo, inaugurado em 5 de Abril de 2018 pelo secretário de Estado das Comunidades José Luís Carneiro, na presença do embaixador Manuel Carvalho, aconteceu na véspera da entrada de férias do cônsul-geral Francisco-Xavier de Meireles.

 Contactado pela nossa reportagem, o diplomata português, em funções desde 25 de Novembro de 2016, disse que as autoridades portuguesas abriram igualmente uma investigação interna “para apurar o factos até às últimas consequências”.

 “Há uma coisa que é evidente, quem fez isto sabia onde estavam os pontos fracos e como é que devia atacar. E veio numa noite em que teve a sorte ou sabia que o alarme não ia funcionar. Portanto, estamos a rever todo o sistema de segurança”, afirmou ao Século o cônsul-geral em Joanesburgo.

 “Se por acaso há algum trabalho interno, algum informador que é cúmplice disto, o assunto vai até às últimas consequências. (A investigação) Está a ser feita, internamente temos poucos instrumentos para fazer uma investigação desse tipo, mas a polícia diplomática foi informada que nós colaboraremos com tudo o que fôr necessário para se encontrar seja quem fôr. Vai até às últimas consequências”, disse Meireles.

 “Se houver portugueses envolvidos não é por isso que vamos parar”, acrescentou o representante da maior comunidade portuguesa em África.

 “Já temos o relatório da nossa empresa de segurança, falta o relatório da polícia e faltam as declarações dos guardas que estiveram de serviço e dos guardas dos prédios vizinhos”, precisou.

 “O que sabemos é que só levaram material informático, não roubaram nenhum documento, nem nenhum material de certificação de documentos, nada que pusesse em causa os documentos que são feitos neste Consulado”, salientou Francisco-Xavier de Meireles.