Consulados-gerais de Angola em Joanesburgo e Cidade do Cabo podem passar a secções consulares da Embaixada

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O consulado-geral de Angola em Joanesburgo e na Cidade do Cabo são duas das 25 representações diplomáticas do país que poderão vir a encerrar, entre os quais nove embaixadas e 16 consulados, além de 10 representações comerciais, de acordo com uma proposta de racionalização formulada pela Secretaria para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação internacional da Presidência da República de Angola.

 A proposta, assinada pelo secretário para os Assuntos Diplomáticos da Presidência da República, Victor Lima, e entregue ao ministro das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, estipula que os consulados a serem extintos serão transformados em sectores consulares junto das missões diplomáticas existentes nos países onde funcionam.

 O mesmo acontecerá com os representantes comerciais que, se for caso disso, serão integrados nas missões diplomáticas dos países onde desempenham funções com a categoria de adidos comerciais ou adidos económicos.

 O documento propõe, em concreto, o encerramento das embaixadas em Singapura e Indonésia, Vietname, Países Baixos, México, Canadá, Grécia, Hungria, Polónia e Guiné-Conacri, o que implicará uma poupança superior a 18,5 milhões de dólares, tendo como referência de cálculo o mapa de orçamento adestrito às missões diplomáticas elaborado pelo Ministério das Finanças.

 A proposta defende o encerramento e a sua consequente transformação em sectores consulares junto das respectivas missões diplomáticas dos consulados gerais de Londres (Grã-Bretanha), Cantão (China), Dubai, Nova Iorque (Estados Unidos), Roterdão (Países Baixos), Hong Kong, Paris (França), Los Angeles (Califórnia, Estados Unidos), Houston (Estados Unidos), Lisboa e Faro (Portugal), Venezuela, São Paulo (Brasil), Macau/China, Frankfurt (Alemanha), Toulouse (França), Cidade do Cabo (África do Sul) e Joanesburgo (África do Sul).

 O encerramento destas representações diplomáticas permitirá ao Estado angolano poupar mais de 41,5 milhões de dólares.

 A proposta, que visa a “concentração de meios e racionalização de custos”, contempla também o encerramento das representações comerciais angolanas em Itália, China, Brasil, Espanha, Portugal, Estados Unidos, África do Sul, Bélgica, Macau e Suíça, devendo os representantes comerciais ser integrados nas missões diplomáticas existentes nestes países e territórios, donde resultará uma poupança para os cofres públicos de perto de 6,2 milhões de dólares.