Consulado angolano em Faro vai permitir melhor apoio à Comunidade em Portugal

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Consulado angolano em Faro vai permitir melhor apoio à Comunidade em Portugal

Consulado angolano em Faro vai permitir melhor apoio à Comunidade em PortugalO ministro das Relações Exteriores angolano disse que o consulado geral do país em Faro, que inaugurou, vai permitir prestar melhores serviços à comunidade angolana em Portugal, mas também aos portugueses que têm negócios em Angola.

 Georges Chicoti frisou que a inauguração do consulado geral de Angola em Faro integra-se na política do executivo de apostar na melhoria da rede consular, que considerou ser um instrumento fundamental para prestar “uma maior assistência e acompanhamento às comunidades angolanas no exterior”.

 “Aqui em Portugal temos uma comunidade que se estima chegue aos 100 mil angolanos, muitos deles em situações difíceis, e os consulados deverão atender algumas dessas dificuldades, que vão desde questões de papéis, como documentos legais e oficiais, registos notariais, mas também questões sociais”, afirmou o governante, que efectuou uma visita oficial a Portugal.
 Chicoti precisou que “o Governo quer de facto com este gesto mostrar que sempre foi sua vontade fazer o melhor para as comunidades angolanas onde elas estiverem, particularmente no exterior, e esta acção não pára por aqui, já que quer melhorar todos os outros consulados pelo mundo fora e onde estejam comunidades angolanas”.

 “Por isso é que haverá uma ligeira divisão no ministério, em que temos agora um Instituto das Comunidades Residentes no Exterior e Questões Consulares. Essas questões vão ser devidamente acompanhadas para que haja uma boa assistência”, sublinhou.
 O governante explicou que o objectivo é “que os consulados deem uma melhor assistência aos cidadãos angolanos relativamente à sua legalização em Portugal”, ajudando aqueles que “não têm papéis, têm problemas judiciais e estão nas cadeias sem assistência”.
 “Pede-se muito de nós, mas queremos dar sinais de que podemos iniciar e atender o máximo de problemas que a comunidade angolana enfrenta em Portugal”, acrescentou.

 Georges Chicoti defendeu, no entanto, que os consulados “deverão também atender às necessidades dos empresários e dos cidadãos portugueses que queiram ir para Angola”, lembrando que “existem sete mil empresas portuguesas em Angola, um grande volume de cidadãos portugueses que quer realizar negócios e aproximadamente 100 mil portugueses que trabalham em Angola ou viajam regularmente entre Portugal e Angola, movimento que precisa de ser assistido e atendido”.

 “E os consulados têm que estar devidamente municiados para darem os vistos adequados, controlarem este movimento migratório para que não haja os constrangimentos que enfrentámos nos últimos tempos”, acrescentou.
 Os governos de Portugal e Angola assinaram um acordo que facilita a atribuição de vistos.

* MNE espera que ONU  dê passos para a resolução pacífica  de conflitos como devia ter  acontecido na Líbia

 O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti, espera que a ONU dê um passos para a resolução pacífica de conflitos, como, considerou, devia ter acontecido na Líbia.

 “A Assembleia-Geral das Nações Unidas decorreu a semana passada sob o lema da mediação política nos conflitos. Hoje, com o conflito da Líbia, chegou-se à conclusão de que as mediações não funcionaram. O que preocupa certamente não só Angola como também a maior parte dos países africanos e em vias de desenvolvimento é o facto de alguns países poderem usar a força para resolver problemas onde não havia conflitos”, afirmou o governante, à margem da inauguração do consulado geral de Angola em Faro.

 O chefe da diplomacia angolana considerou que já houve “casos mais graves onde se devia ter feito uma intervenção e ela não aconteceu” e defendeu que “no caso da Líbia podia ter-se utilizado uma forma negocial que não se usou” e manifestou dúvidas sobre se “os bombardeamentos e a ocupação militar na Líbia vão garantir uma estabilidade”.

 “O debate geral decorreu à volta deste tema e vamos ver o que vai acontecer”, afirmou, sublinhando que foram também debatidos em Nova Iorque “outros aspectos difíceis, como a questão da Palestina” e “questões como o ambiente, desertificação e desenvolvimento sustentável”.
Chicoti disse que os “temas são amplos e muitos e resta saber quais são as acções concretas que podem advir disso”, mas insistiu que “a preocupação dos países africanos continua a ser a de que a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas pode ser importante para que se encontre um equilíbrio na resolução de problemas, sobretudo porque se pretende privilegiar a mediação, a negociação política, para se encontrar soluções” para conflitos.

 “Isto é um tema muito caro ao nosso Presidente (José Eduardo dos Santos), porque Angola tem sido um país que opta pela negociação política entre as partes sempre que há um conflito. No caso da Líbia, defendemos isso e gostávamos que se pudesse ouvir mais os africanos nos casos dos conflitos africanos e ajudá-los de forma pacífica a re-solver os problemas”, acrescentou.