Conselho das Comunidades quer ser mais pró-activo junto das autoridades portuguesas

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Conselho das Comunidades quer ser mais pró-activo junto das autoridades portuguesas

O presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) disse na quinta-feira, em Lisboa, que o órgão tem de ser mais pró-activo junto das autoridades de Portugal.

 “Há hoje uma ideia de se conjugar esforços para que o conselho seja pró-activo, porque apesar de ser um órgão de aconselhamento, não pode-mos esperar que as pessoas venham perguntar-nos o que achamos, o que precisamos, ou o que entendemos”, declarou à Lusa Flávio Martins.

 Segundo o conselheiro, é preciso um “conselho que vá ao Governo (português), que vá aos órgãos constituídos na República para apresentar as demandas das comunidades”.

 Flávio Martins foi eleito presidente do Conselho Permanente do CCP, na quarta-feira, durante a reunião da plenária do órgão, que terminou quinta-feira, na Assembleia da República, em Lisboa.

 “Não há soluções mágicas. Acho que tudo dependerá de conjugarmos esforços dos conselheiros, o que parece já existir, pelo menos das reuniões das quais tenho participado”, disse Flávio Martins, eleito pelo círculo do Brasil.

 Segundo o conselheiro, que é director na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Direito, “aprendeu-se com os erros do passado e quer-se manter aquilo que foi acerto no passado”.

 Uma das preocupações que Flávio Martins percebeu das conversas com todos os conselheiros durante as reuniões do CCP é forma como os portugueses são tratados fora do seu país.

 “O português fora de Portugal não pode ser considerado um português diferente, ele apenas vive num local diferente que não o território nacional, portanto, deve-se estender a todos os portugueses a plenitude dos direitos fundamentais, sociais, políticos”, defendeu.