Concurso da ONU para jovens profissionais também aberto a candidatos portugueses

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Concurso da ONU para jovens profissionais também aberto a candidatos portugueses

Concurso da ONU para jovens profissionais também aberto a candidatos portuguesesO concurso da ONU para jovens profissionais, este ano aberto a portugueses, é uma “grande oportunidade” para fazer carreira na organização, mas é muito disputado e exigente, avisam profissionais que o fizeram no passado.

 De momento, (o exame, para o qual estão abertas candidaturas até 10 de Setembro) é uma das poucas formas de entrar para a ONU e com muito boas perspectivas de carreira”, disse à Lusa Cristina Schulz-Langendorf, há três anos a trabalhar para a organização internacional.

 “Os portugueses realmente interessados devem levar muito a sério a dificuldade do exame e prepararem-se. Trata-se de um exame escrito de 5 horas e requer preparação”, incluindo o estudo do plano de médio prazo da ONU, para perceber a organização e também “tentar relacioná-lo com as perguntas do exame”.

 Cristina fez o exame na área de Administração em 2004 em Lisboa, mas como então o processo de exames e colocação “era muito comprido”, só começou a trabalhar na ONU em 2008”, como Oficial de Conferências Adjunto em Nairóbi, no Quénia, onde esteve três anos.
 Desde Maio a jovem portuguesa está em Nova Iorque, no Departamento de Assembleia Geral.
 Olindo Iglesias, engenheiro “de formação e vocação” no Gabinete de Tecnologias da Informação e Comunicação da ONU, entrou em 2007, no último concurso aberto a Portugal, tendo sido inicialmente colocado em Genebra.

 Aos interessados, recomenda “perseverança e preparação” e também que “concorram a todas as vagas que estejam disponíveis”.
 “Todos os dias há centenas de pessoas a concorrer, o que significa que o processo de recrutamento é lento, porque todas as candidaturas têm que ser escrutinadas, mas também que se trata de um ambiente extraordinariamente competitivo”, afirma.
 Este programa, defende, “é um dos programas mais interessantes que a ONU dispõe neste momento para todos aqueles que querem fazer carreira nesta organização”.

 Iglesias salienta o “potencial de crescimento profissional enorme” que uma carreira na ONU oferece, “com possibilidade de descobrir o mundo vivendo noutras culturas”, embora lamente “viver afastado da família e dos amigos de sempre, que ficaram em Portugal ou noutras paragens”.

 Doutorada em estatística aplicada, Maria Martinho esteve ligada aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, e mais recentemente trabalha na área do desenvolvimento sustentável. “Muitos portugueses têm entrado nos últimos anos e ficado na organização a seguir carreira, o que prova que é possível e que existem oportunidades. Um nível profissional elevado, um interesse em trabalhar em ambientes multiculturais e um gosto por assuntos de politica internacionais podem abrir portas”, disse à Lusa.