Comunidade correspondeu no Jantar de Gala dos Lusíadas ao pedido apoio da presidente Paula de Castro

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Comunidade correspondeu no Jantar de Gala dos Lusíadas ao pedido apoio da presidente Paula de Castro

Para angariação de mais alguns fundos que lhe permitam continuar a ajudar os mais necessitados da comunidade que a ela recorrem, alguns em desespero pedindo auxílio, a Associação de Bem-Fazer “Os Lusíadas”, promoveu na noite do penúltimo sábado, 24 de Outubro, no salão nobre da ACP de Pretória, o seu jantar de gala anual, diga-se bastante concorrido, contando-se entre os presentes, as seguintes individualidades:

 O embaixador de Portugal na África do Sul, dr. Ricoca Freire, a conselheira da embaixada, Ana  e Brito Maneira, o adido comercial, João Pedro Pereira; o Frei Gilberto Teixeira que acompanhado do seu colega Lameque André Michangula, ali procedeu à bênção da refeição; Alejandra Martinez da embaixada do México, José Fidel da embaixada da Venezuela, Sofia Moreira de Sousa da União Europeia; os comendadores Estevão Rosa, Gilberto Martins, Manuela Rosa, Mário Ferreira e Ivo de Sousa.

 Estiveram também os presidentes das seguintes colectividades e instituições portuguesas: Isabel Policarpo da Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Joanesburgo, que tem a seu cargo o lar de idosos de Santa Isabel; Américo Pimentel, da ACPP; Samuel da Silva, da Casa Social da Madeira; Lino Faria, da Casa do Benfica; Ana Maria Furriel, do Marítimo de Pretória; Tony Oliveira, da Academia do Bacalhau de Pretória; António Correia de Freitas, da Confraria do Santíssimo Sacramento, da igreja de Santa Maria; Fátima de Freitas, da Liga da Mulher Católica ligada a essa mesma igreja portuguesa de Pretória West; o líder do Grupo de Jovens “PIE”, Carlos Câmara; e o casal de jornalistas, bem conhecidos da comunidade, quando ao serviço na RTP, Maria João Silveira e João Loura, hás mais de um ano a residir na África do Sul.

 Nesse jantar, onde actuou o conhecido cançonetista da co-munidade, Damião de Freitas, com música de fundo de “Sounds GR-8” de Paulo dos Santos, e para o baile que conheceu grande animação, a “DJ” de Nicole da Silva, da Rádio-5 FM, foi mestrede cerimónias Carlos Calado, que ali voltou a provar toda a sua competência no desempenho desse cargo, tanto nas boas-vindas e agradecimentos aos que nessa noite ali conviviam, como no motivo que originou esse jantar, descrevendo em traços gerais a verdadeira missão dos Lusíadas, até porque na qualidade de membro da instituição, conhece a fundo a sua missão, deixando no entanto esse esclarecimento em pormenor, para a presidente dessa Associação de Bem-Fazer, Paula de Castro.

 Chamada ao palco e começando a sua intervenção, primeiro em inglês, e depois em português, com agradecimentos a todas as presenças naquele elegante convívio, e reconhecimento a quem consigo colaborou no evento, de modo particular à ACPP, na pessoa do seu presidente Américo Pimentel, pela cedência gratuita do salão, e em especial ao “Meat 2 Oceans Market” nas pessoas dos seus proprietários Izídio Câmara e seu cunhado Steve, que como referiu, desde que está à frente dos Lusíadas são duas pessoas que sempre têm mostrado caridade e espírito de apoio a favor de quem mais precisa, nunca lhe negando apoio, sempre colaborando nos eventos que têm sido organizados para anga-riação de fundos a favor dos mais necessitados, como nes-te jantar de gala foi o caso, na oferta de toda a comida, agradecendo-lhes e a toda a sua família essa generosidade, assim como ao Fruit Stop na oferta dos vegetais, não es-quecendo nesse âmbito, as senhoras que trouxeram variada doçarias para sobremesa.

 Passando a união na comunidade, Paula de Castro destacou nesse âmbito o contributo da nossa em baixada, a quem se deve o envolvimento de todas as colectividades e instituições na celebração em Pretória do Dia de Portugal, como a seu ver e desde que está em Pretoria ainda não tinha visto, se bem que por outro lado se devendo em parte o contributo de todos nós, englobando neste prisma o prestado pelos Lusíadas, e em conjunto conseguir o calor humano que se pretendia e foi conseguido nessa importante festividade, ficando provado que por vezes o dinheiro não é tudo na vida, nem faz o mundo mudar, onde a seu ver o contacto humano é à partida essencial, como neste caso e como ficou provado, e a nossa comunidade continue a crescer em união e entendimento que se tem registado e todos desejamos seja para manter.

 Depois de focar estes aspectos, importantes sem dúvida, Paula de Castro passou ao que sempre implora nas suas intervenções, quando se dirige à comunidade, apoio e colaboração de todos à obra meritória que “Os Lusíadas” desenvolvem na comunidade, como sublinhou agora mais necessária que nunca, porque além dos donativos mensais a trinta e seis famílias carenciadas, a instituição que com amor e dignidade dirige, passou a administrar o lar de idosos de S. Francisco de Assis, da igreja de Santa Maria, em Pretoria West, um projecto mais difícil que à partida se poderia imaginar, daí o seu redobrado apelo de colaboração à comunidade, sublinhando por outro lado:

 Quanto às criticas que lhe têm sido dirigidas através de telefonemas, e no lugar que ocupa são sempre de esperar, Paula de Castro foi peremptória em afirmar, a crítica é boa quando construtiva e traga soluções para os problemas, mas maligna a destrutiva que além de virem aumentar os problemas, e dão mau nome à comunidade, adiantando:

 “Somos novos na administração desse lar de idosos, estamos por assim dizer a dar os primeiros passos nesse âmbito, e como tal a aprender, e quando com essas críticas me sinto desanimada, acabo por ganhar ânimo ao pensar que estou ali, não por mim, mas pelos idosos da nossa comunidade, sobretudo para lhes poder proporcionar melhores condições de vida, fazendo-os pensar que são alguém, que não estão desprezados pela comunidade, imaginando-os nossos pais e nossos avós, e por isso vos peço que nos ajudem para que possam serem encontradas soluções para os problemas que estamos a enfrentar, e juntos encontrar soluções para tentar resolver todos estes problemas”.

 A terminar o seu improviso, Paula de Castro pediu à comunidade mais envolvimento nos Lusíadas, olhando aos poucos membros que suportam e dão vida a organização, necessitando para o suporte que se deseja, agora acrescido com a administração do lar de idosos S. Francisco de Assis, de mais elementos, para assim tudo se poder tornar mais fácil, e a missão levada a cabo com o sucesso que se pretende, a todos desejando por último um feliz Natal e próspero ano novo, despedindo-se com estas palavras:

 “Sejam generosos e façam com que todos se sintam alguém”.

 Convidado a algumas palavras, o embaixador Ricoca Freire, começando por a todos saudar com um abraço amigo, e sensibilizado com a distinção feita por Paula de Castro, ao envolvimento da embaixada, no sucesso da comunidade, pediu a presença em palco, a seu lado, da conselheira Ana e Brito Ma-neira, e do adido comercial, João Pedro Pereira, para em prosseguimento afirmar:

 “Quando visito as instituições, e me apercebo da ajuda monetária e social da comunidade, sinto-me sempre muito humilde e até indigno que me dêm a palavra, porque o trabalho destas instituições é um sinal muito mais importante, muito maior do que alguma vez poderia dar sobre o valor da comunidade portuguesa da África do Sul”.

 Sentindo-se, como frisou, sempre muito orgulhoso de representar Portugal, perante estas manifestações, da grandeza de coração e de solidariedade da comunidade lusa, sendo esses verdadeiramente os valores, os produtos que Portugal tem para mostrar ao mundo global, e dizer-vos que sempre me preocupou, quando aqui estive como cônsul-geral, em Joanesburgo, há doze anos atrás, e me apercebi da divisão que então reinava nesta comunidade, e me leva a interrogar,  como seria possível uma comunidade tão grande, e com raízes tão profundas poder estar tão dividida.

 Passados três anos de aqui ter chegado como embaixador de Portugal, e não por mérito meu, acho que fizemos uma boa caminhada, daí concordar com as palavras de Paula de Castro, em relação aos festejos do Dia de Portugal, em Pretória, como grande etapa em termos de união, de comunicação e de solidariedade, e agradecer à grande parte  hoje aqui presente dos agentes dessa ligação, dessa força, e como muito importante o seu apoio a obras humanitárias.

 A única coisa que a seu ver consegue unir os homens, é quando os homens conseguem sair de si, dos seus interesses circunstanciais, pessoais, partidários e especiais, para se envolverem em causas de grande valor como esta que nos trouxe hoje aqui, e deve servir de exemplo para os mais jovens luso-descendentes na África do Sul, aqueles que procuram a sua identidade portuguesa, ao afirmarem, como é que podem servir Portugal. A resposta é clara hoje aqui, servir Portugal, quando se está fora do país, é servir a comunidade portuguesa mais necessitada, não sendo grandes coisas, são grandes projectos, serve-se Portugal, servindo os portugueses que mais necessitam no local onde estivermos, prosseguindo:

 “A resposta é procurarem os sectores da comunidade lusa mais carenciados, mais frágeis, e ao servirem-nos, estão a servir Portugal. Não tenham medo em se dedicarem como voluntários a uma obra com medo que ela seja maior que vocês, porque nunca o será, as grandes obras são pequenas e humildes, já vos disse e continuo a dizer, no dia em que sair da África do Sul terei um grande orgulho de ter sido embaixador de Portugal, neste país que tem uma comunidade desta dimensão.

 A comunidade está essencialmente unida e só se divide quando deixa que elementos exteriores e fracos aderirem ao negativo, por isso não deixem que os elementos mesquinhos e fracos, vos dividam e introduzam a divisão no vosso seio, e acreditem só poderão estarem unidos enquanto estiverem centrados no essencial, como por exemplo em obras como esta dos Lusíadas, e pedir a propósito uma grande salva de palmas para Paula de Castro, que com tanta força e persistência dirige a instituição, que agora tomou conta da orientação do lar de idosos da comunidade, deixando para último esta afirmação:

 Para além de ter muito orgulho na comunidade portuguesa, tenho um grande orgulho na equipa da embaixada que neste momento me acompanha”.

 Neste jantar de gala onde a conselheira da embaixada, Ana e Brito Maneira foi distinguida com ramo de flores, projectados em painel gigante “slides” alusivas a solidariedade com pessoas carenciadas, e com essa finalidade a necessitados da comunidade, e pelo presidente da assembleia-geral da ACPP, e grande oficial da ordem de mérito. Manuel José, feito um interessante e rentoso leilão, onde foi notória, entre outras, as colaborações de João Serradinho, Augusto Rosa, e do comendador Mário Ferreira, este que para além do valor dos artigos adquiridos, ainda-por-cima dobrou em oferta mais do dobro do que gastara na aquisição desses artigos, e no total a perfazer os R120.000, a originar com essa sua ge-nerosidade, uma grandiosa salva de palmas de todos os presentes no salão.

 Também a ACPP, por intermédio do seu presidente da direcção, Américo Pimentel, quis colaborar na festa que para angariação de fundos ali decorria, com a entrega do donativo de R30.000, à líder de “Os Lusíadas”, Paula de Castro.

 Por Manuel José foi chamada ao palco, a fim de lhe manifestar o seu apreço enquanto jornalista ao serviço da RTP, Maria João Silveira, que nas breves palavras que ali proferiu, ao dar os parabéns à organização deste jantar de gala, realçou o facto de já ter estado em vários países do mun-do, e poucos a receberam como aqui na África do Sul, onde há mais de um ano re-side com seu marido, João Loura, este ao serviço da “Supersport”.