Comissão sul-africana Zondo aperta Molefe sobre a corrupção na Agência Ferroviária de Passageiros PRASA

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“Os sul-africanos precisam de autoridades – seja em partidos políticos ou no governo – que coloquem o país e a Constituição em primeiro lugar”. A afirmação foi feita na terça-feira na chamada comissão de inquérito Zondo, onde houve alegações de funcionários do Parlamento e da polícia fecharem os olhos às questões de corrupção na Agência Ferroviária de Passageiros da África do Sul PRASA

  Na antiga Câmara da Cidade de Joanesburgo, ouvia-se um alfinete cair quando Popo Molefe e o vice-juiz-chefe Raymond Zondo falavam sobre o que consideram frustração pela falta de vontade de acompanhar os casos dados pela antiga administração da Agência Ferroviária de Passageiros da África do Sul aos Hawks, Direcção de Investigação Prioritária de Crimes, e outros órgãos do Estado que deveriam colocar o país em primeiro lugar.

  Na terça-feira, na Comissão de Inquérito sobre captura do Estado de Zondo, Molefe continuou a testemunhar a sua luta para conseguir que fosse feita uma profunda investigação à corrupção no seio da agência. Presidente de PRASA entre 2014 e 2017, falou sobre as dificuldades que teve em obter ajuda do Parlamento, dois ministros dos Transportes, até os seis primeiros do ANC, para se livrar da corrupção na entidade.

  Molefe que dava assim continuidade ao seu depoimento de segunda-feira à tarde, falou sobre o desacreditado acordo Swifambo – o acordo cheio de corrupção dentro dos caminhos de ferro da África do Sul.

  Disse que, em uma reunião com o director de Swifambo Rail Leasing, Auswell Mashaba, o mesmo afirmou que o dinheiro do acordo foi para o ANC.

  Acrescentou que Mashaba queria falar sobre uma investigação que ele e seu gabinete estavam a realizar sobre contratos e corrupção na entidade, e que os dois se conheceram num restaurante de Sandton, em Joanesburgo.

  Afirmou que a reunião foi sobre como a investigação afectaria Auswell Mashaba e seus activos, que incluíam participações em uma fazenda de vinho e azeitona. De acordo com a versão dos eventos de Molefe, Mashaba disse que teria notado que havia pagamentos feitos ao “movimento do ANC, do qual fazia parte, mas que  Molefe não sabia disso.