Comendador António Braz recordado no 12.º Aniversário da sua morte, no cemitério de Zandfontein

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Comendador António Braz

Comendador António BrazEm homenagem póstuma, o director de “O Século de Joanesburgo”, Varela Afonso, fazendo-se acompanhar do delegado deste semanário na capital sul-africana, Vicente Dias, deslocou-se ao cemitério de Zandfontein, da cidade de Pretória, para, na passagem do décimo segundo aniversário da morte do Comendador António Braz, colocar um arranjo de flores na campa do fundador do jornal, onde se detiveram durante alguns momentos de meditação lembrando com saudade o amigo e grande benemérito que foi destacado membro desta comunidade.

António Braz, com a força de seu patriotismo de todas as horas, simbolizando um exemplo de emigrante que alcançou o pleno sucesso económico, sem nunca esquecer os valores espirituais e de solidariedade com a comunidade, e na afirmação e expansão da nossa cultura, fundou em Junho de 1963, na República da África do Sul, o jornal “O Século de Joanesburgo”, a si se devendo também o marco histórico que é o monumento evocativo a Bartolomeu Dias, que mandou construir em Arcádia Park, e em cerimónia inaugural realizada a 31 de Maio de 1989, o ofereceu ao Município de Pretória.

  Na pedra tumular, deste cemitério, onde a urna contendo os restos mortais do Comendador Brás, foi enterrada na sepultura do seu irmão José, que nos havia deixado a 9 de Abril de 1979, figura em homenagem aos saudosos extintos, para além da mensagem da família, dedicada a ambos que ali repousam “serão sempre lembrados com viva saudade”, ainda os seguintes tributos:

“Última homenagem a dois grandes homens e beneméritos da comunidade sempre lembrados. Bendita Pátria que tais filhos deu, Mário Silva, vice-cônsul de Portugal”;
“Homenagem de Os Lusíadas aos seus membros irmãos José e António Brás, que recordamos com muita saudade no seio da instituição. Os Membros de Os Lusíadas;
“Homenagem da ACPP ao seu Patrono e grande benemérito, Comendador António Braz e seu irmão José, pelo seu contributo em prol desta Associação. Homens simples mas de alma grande, os quais serão sempre recordados. A Direcção da ACPP”.

  Por ironia, quis o destino que por essa altura em que no cemitério de Zandfontein, Varela Afonso e Vicente Dias lembravam com saudade a 19 de Maio, esse ilustre pioneiro e benemérito da comunidade, dizia Adeus à vida, em Portugal, o Comendador Horácio Roque, um dos maiores empresários portugueses da actualidade, a quem o Comendador António Braz, ao longo dos anos em que foram accionistas do “Grupo Século”, foi pedindo para que, quando um dia Deus o chamasse, esse seu sócio desse continuidade ao semanário editado em língua portuguesa, que com tanto carinho fundara neste país, pedido que respeitou na íntegra até agora que nos deixou, sem dúvida bem elucidativo do seu carácter, dignidade e fidelidade à palavra.

  Com esta perda, volta a comunidade portuguesa a ficar mais pobre, olhando à amizade que a ligava a este grande empresário, uma figura bem conhecida e respeitada praticamente a todos os níveis empresariais e governamentais de Portugal e da África do Sul, país onde, procedente de Angola, viveu muitos anos, e mesmo depois da sua actividade exigir a sua presença em Portugal, não deixava de aqui se deslocar frequentemente, dando sempre relevo ao valor desta terra, chegando um dia a afirmar, que a maravilhosa África do Sul era tão boa para se viver, que um dia, a haver mudança, seria impossível ir para melhor, isto baseado na comparação que fazia entre este país e os restantes do mundo, aonde frequentemente se deslocava em viagens de negócios.