Ciclismo do Luso África voltou à estrada para ligar as cidades de Joanesburgo e Maputo

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Ciclismo do Luso África voltou à estrada para ligar por montes e vales as cidades de Joanesburgo e Maputo

Os 38 ciclistas do Luso África acabaram de concluir o “tour” de 685 quilómetros de bicicleta que, mais uma vez, ligou as cidades de Joanesburgo e  Maputo.

 O ciclismo do Luso África, antes da partida, teve palavras de muito apreço, para a Con-sul Geral de Portugal em Joanesburgo, Luísa Fragoso, que sempre primou pela sua presença, às outras partidas do “tour” desde que tomou posse do seu lugar. Ela foi nomeada  pelo departamento de ciclismo do Luso África como a “Embaixadora do Tour”. 

 Entre os ciclistas há que destacar a presença de três equipas de pai e filho, tendo contado com o ciclista, mais  jovem participante, na prova, com apenas 12 anos  de ida-de – Cláudio Melo. Com a orientação do pais, o jovens só foram autorizados a percorrer a distância diária de 50 km.

  A partida, coincidiu com a hora de ponta da manhã o que forçou o pelotão a optar por um início cauteloso e lento, permitindo aos ciclistas permanecerem em grupo.

Nestes primeiros quilómetros, notou-se a grande excitação, daqueles que pela primeira vez estavam a participar, pois procuraram acelerar no máximo, esquecendo-se, que a estrada plana à sua frente, fazia parte duma longa etapa.

 A jornada do primeiro dia, foi a mais difícil. Foi o factor de adaptação e, de saberem que teriam de se levantar cedo, todos os dias e pedalar na maior parte da prova, durante 4 etapas consecutivas.

 No final do primeiro dia, todos se sentiram exaustos, independentemente do nível de aptidão de cada um.

 A chegada ao Loskop Lodge, teve o condão de fazer esquecer as amarguras da longa vi-agem inicial.

 No recomeço para uma nova  etapa, nem todos estavam prontos para enfrentar os 170 quilómetros, tendo por destino Lydenburg, em que os ciclistas tiveram que pedalar arduamente nas subidas.

  A estrada entre Groblersdal e Stoffberg estava em muito mau estado, o que dificultou, de que maneira, a tarefa dos  ciclistas do pelotão. Tiveram de se esquivar aos enormes  buracos, que mais se assemelhavam a “crateras”.

 O mau piso, retardou fortemente o progresso  dos 38 abnegados ciclistas, pois tiveram de tomar todas as precauções para evitarem da-nos às bicicletas e quedas aparatosas.

 Na terceira manhã o pelotão preparou-se de início para a íngreme  subida de Longtom.

 A etapa foi escalonada, em partidas alternadas. Isso im-plicou que os ciclistas mais lentos saissem primeiro, de 15 em 15 minutos de intervalo, em pequenos grupos.

O objectivo foi para permitir que todos os participantes chegassem ao mesmo tempo ao topo da montanha.

 O pelotão, teve  que enfrentar uma subida de 24 quilómetros, até atingir o topo

 Depois da íngreme ascen-ção, seguiu-se a fase das descidas, e os ciclistas che-garam a atingir  velocidades superiores aos 75 quilómetros. O maior inimigo dos ciclistas foi o calor intenso, que se fez sentir pois a temperatura chegou a atingir os 42 ° centígrados.

 Depois de uma breve paragem no Duma Lodge os ciclistas sentiram-se revigorados, para os quarenta quilómetros que os separava de Malelane, para o merecido descanso

 Pouco se dormiu. nessa noite  pois todos estavam a pensar chegar cedo à fronteira, entre a África do Sul e Moçambique, por causa das formalidades

 Depois de atravessarem a fronteira os ciclistas foram escoltados pelas autoridades   moçambicanas até à portagem da Moamba.

   A partir desta fase, a segurança dos ciclistas foi entregue às autoridades regionais de Moçambique.

 A chegada à cidade de Maputo a caravana de ciclistas enfrentou ruas muito movimentadas e congestionamento de tráfico.

 O fim dos 160kms  da etapa do dia, tinham atingido o seu termo com os ciclistas a cortarem a meta de chegada.

 O final do passeio de 685 quilómetros, por montes e vales e os quatro dias de estrada tinham chegado ao fim.

 O domingo, foi aprazado para a “Kermesse” (corrida de circuito oficial) conhecido como o "Circuito do Campeões" , marcada para as 08h00.

 A Federação de Ciclismo de Moçambique organizou o circuito e os ciclistas do Luso África foram os participantes e os responsáveis pelos registos na linha de chegada.

 A corrida contou com uma boa participação de corredores.

 O vencedor da “Kermesse” foi  Nolan Hoffman, da África do Sul,  da equipa Abantu. No  2º lugar  qualificou-se Reynardt Butler, também sul-africano, da equipa Abantu e a  3ª posição, foi alcançada por Calvin Beneke da equipa Luso / Panda.

 No ciclismo feminino a corrida foi ganha por Claudia Gnudi, da África do Sul e da equipa Luso / Panda. Em segundo lugar, classificou-se Marta Libombo, de Moçambique.

 Na noite da chegada, o presidente da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, José Contente, entregou um donativo à Casa do Gaiato. Os ciclistas do Luso África visitaram duas Instituições de Moçambique para doar os fundos angariados durante o “tour” – à Missão de São Roque e  à Ao Sagrado Coração de Jesus.  Em Joanesburgo o grupo de ciclistas do Luso África ofereceu uma dádiva à Casa Ebenezer, um Lar da Terceira Idade, da sua zona.