China e Índia concedem a Moçambique condições mais favoráveis para o pagamento das dívidas

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 A China e a Índia alargaram os períodos de graça concedidos a Moçambique para que o país pague a dívida bilateral que supera 2,2 biliões de dólares, disse a directora adjunta da Direcção de Coordenação Institucional e Imagem do Ministério da Economia e Finanças em declarações à agência financeira Bloomberg.

 Stélia Netaadiantou terem os dois países acordado no alargamento dos períodos de graça e recordou ter a China perdoado 34 milhões de dólares da dívida, que no final de 2017 se situava em 2,02 biliões de dólares.

 “Os períodos de amortização foram mantidos, bem como as taxas de juro de 1,75% no caso da China e de 2,0% no caso da Índia”, escreveu Neta, para acrescentar que as maturidades dos empréstimos concedidos pelos dois países vão de 2028 a 2033.

 Os acordos de reestruturação com a China e a Índia foram anunciados pelo primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário em Março passado, em simultâneo com o anúncio da existência de planos para reestruturar 2,0 mil milhões de dólares de dívida contraída pelas empresas públicas Moçambicana de Atum, ProIndicus e Mozambique Assett Management.

 A dívida de Moçambique para com a Índia ascendia no final de 2017 a 177,3 milhões de dólares.