China convida Moçambique a participar na 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau

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China convida Moçambique a participar na 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau

A China convidou Moçambique a participar na 5.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau, um encontro entre a China e países de língua portuguesa que irá decorrer em Outubro em Macau, tendo o respectivo convite sido apresentado pelo embaixador da China em Moçambique, Su Jian.

 Após ter transmitido o convite formulado pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao seu homólogo moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, no decurso de uma audiência, o embaixador salientou que a participação de Moçambique é de “importância primordial para o sucesso da reunião ministerial.”

 “A presença de uma delegação oficial de alto nível de Moçambique será muito importante para o sucesso da cimeira”, disse o embaixador Su Jian.

 O embaixador anunciou, no encontro, a instalação em Moçambique de um parque industrial a ser financiado pelo governo da China “a fim de se poder criar mais postos de trabalho, aumentar a exploração dos recursos naturais e permitir o reforço das reservas financeiras sobre o exterior de Moçambique.”

 Para a realização deste investimento está previsto para 2017 o envio de um grupo de especialistas chineses que irá estudar a localização do parque bem como das indústrias e serem nele implantadas.

 “O governo de Moçambique já analisou diversos locais possíveis, pelo que quando houver um local definido podemos começar a convidar empresas chinesas, ou mo-çambicanas, para darem início à primeira fase do parque industrial”, disse ainda o embaixador da China.

 Dados divulgados pelo Centro de Promoção de Investimentos indicam que o investimento de empresas chinesas representou no primeiro semestre de 2016 quase 60% do investimento directo estrangeiro total.

 O embaixador anunciou igualmente que a China está a analisar o perdão de alguns empréstimos sem juros concedidos a Moçambique, a fim de ajudar o governo local a superar a crise que o país atravessa.

 Su Jian recordou que a China já perdoou a Moçambique desde 2001 dez empréstimos sem juros, que recentemente foi perdoado um outro no montante de cinco milhões de dólares e que as partes estão agora a analisar mais perdões de dívida.