China 10 biliões de euros em Moçambique e África do Sul

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ChinaEmpresas da China vão investir mais de 10 mil milhões de euros em projectos industriais em Moçambique nos próximos cinco anos, no âmbito de dois memorandos assinados, que estabelecem a montagem de um parque industrial chinês em Moçambique.

 O anúncio dos interesses empresariais chineses em Moçambique, para os próximos cinco anos, foi feito por Sao Angru, chefe de uma missão empresarial chinesa que terminou quinta-feira uma visita de prospecção de oportunidades de investimento em Moçambique.
 Para a implementação dos projectos industriais em carteira, Sao Angru assinou em Maputo dois memorandos de entendimento com o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereia.
 Falando aos jornalistas, após a assinatura dos acordos, o chefe da missão empresarial chinesa afirmou que está prevista a construção de um parque industrial numa área de 20 quilómetros quadrados, no sul de Moçambique, uma cidadela na margem sul da baía de Maputo, também no sul de Moçambique, e um hotel na capital do país.

 “Dentro de cinco anos, vamos investir 13 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para a concretização de diversos projectos industriais em Moçambique, com capital chinês. A China precisa de expandir os seus investimentos, e Moçambique precisa de desenvolvimento industrial, são duas necessidades que oferecem uma área de reciprocidade”, sublinhou Sao Angru.
 O investimento chinês será aplicado ainda na montagem de indústrias do sector auto-móvel, têxtil, mineração, energias, centros tecnológicos e de pesquisa, acrescentou.
 Segundo Sao Angru, para a viabilização dos projectos será criado um fundo de investimento, a ser sustentado com financiamento do Governo chinês, à medida que as propostas de investimento das empresas interessadas forem aprovadas.

 Por seu turno, o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento disse, na assinatura dos memorandos de entendimento, que os investimentos chineses vão contribuir para os objectivos macro económicos de Moçambique, nomeadamente a criação de mais postos de trabalho e mais rendimentos.
 “O nosso objectivo é o com-bate à pobreza, por via da atracção de investimentos que possam criar mais emprego e mais renda”, realçou Aiuba Cuereneia.

PRODUÇÃO CHINESA DE ENERGIA SOLAR NA ÁFRICA DO SUL

 Um investimento de cerca de 400 milhões de dólares vai ser feito pela China para instalar uma central de produção de energia solar com a capacidade de 100 megawatts.
 Suntech Power, o maior fabricante chinês de painéis solares assinou o memorando de entendimento na quinta-feira passada em Beijing, coincidindo com a visita oficial do presidente sul-africano Jacob Zuma à China.
 Assinala-se que o chefe de Estado da RSA concluiu a sua visita ao país mais populoso do mundo com a assinatura de doze acordos envolvendo investimentos na áreas de energia, telecomunicações e caminhos de ferro.

 Zuma apelou à China para investir na RSA em infraestruturas e no sector industrial,
a fim de acelerar o desenvolvimento para além das minas e outros recursos naturais.
 A Suntech Power vende equipamento solar à Austrália, Alemanha, Japão, Peru, Espanha, Tailândia, Emiratos Árabes Unidos e EUA.
 O acordo também vem corresponder ao desejo da China exportar a sua capacidade tecnológica e experiência no ramo de infraestruturas e construção, oferecendo Beijing empréstimos extremamente bonificados aos países que concordem que empresas chinesas construam centrais de produção energética, estradas e redes de telecomunicações.

 Por outro lado, Longyuan Power Group, o maior produtor de energia eólica, está a preparar projectos com vento como força motriz em algumas reguões sul-africanas.
 Observe-se que entre os acordos sino-sul-africanos existe um empréstimo de 303,6 milhões de dólares entre o terceiro maior operador de telemóveis, Cell C, e China Development Bank, bem como um memorando de entendimento entre o Standard Bank Group (sul-africano) e o China Railways Group para cooperarem em projectos de investimentos de infraestruturas ferroviárias em África.