Chavez nacionaliza produção de ouro

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Chavez nacionaliza produção de ouro

Chavez nacionaliza produção de ouroO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou na quarta-feira que, nos próximos dias, vai aprovar a nacionalização da produção de ouro para as converter em reservas internacionais.

 «A actividade de exploração do ouro vai ser nacionalizada e convertida em reservas internacionais. Temos 12 ou 13 biliões de dólares em ouro», disse Chávez ao telefone com a emissora estatal Venezuelana de Transmissão.
 Hugo Chávez precisou que o novo instrumento legal será aprovado no âmbito da Lei Habilitante, aprovada pelo anterior parlamento e que concede ao presidente poderes especiais para legislar por decreto.

 Explicou que a sul do Rio Orinoco, no estado venezuelano de Bolívar (sul), a Venezuela tem uma das «maiores reservas mundiais» em ouro, bauxite, ferro e pedras preciosas.
 «Vamos converter isso em re-servas internacionais, porque o ouro continua a aumentar de valor».
 Segundo o Banco Central da Venezuela (BCV), as reservas de ouro ascendem a 364 toneladas.

Reservas em ouro depositadas na Europa e EUA vão regressar ao Banco Central da Venezuela

 O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou quarta-feira que os 11.058 milhões de dólares (7.680 milhões de euros) de reservas em ouro depositados em bancos da Europa e Estados Unidos vão regressar ao Banco Central da Venezuela (BCV).
 “Vamos começar a trazer o nosso ouro para o Banco Central, vamos dar o exemplo”, disse Chávez num contacto telefónico com a estação estatal Venezuelana de Televisão, quando o presidente do BCV, Nelson Merentes, e o ministro das Finanças, Jorge Giordani, davam uma conferência de imprensa para explicar a transferência das reservas em dólares de bancos europeus e norte-americanos para a China, Rússia e Brasil.

 Por outro lado, explicou, a Venezuela tem 18.000 milhões de dólares em ouro (12.500 milhões de euros) e repatriará as reservas que não se encontram no país, uma medida que disse ser “sã” e que terá como propósito proteger o país da crise que enfrentam os Estados Unidos e alguns países europeus.
 Por outro lado, o presidente do BCV, Nelson Merentes, defendeu que “neste momento de perturbações é preferível recolher os activos, neste caso o ouro, e tê-los nas abóbadas”.
 Merentes confirmou as denúncias da oposição de que o Governo transferiu as suas reservas em dólares para a China, Rússia e Brasil, sublinhando que a medida permitirá proteger os activos dos vaivéns da economia global e diversificar a carteira.
 “Queremos reafirmar que esses recursos, que são da nação e do povo venezuelano, foram mobilizados no estrangeiro para diversificar a carteira. O povo venezuelano deve estar tranquilo porque são medidas para salvaguardar os interesses nacionais”, disse.

 O responsável precisou que essa diversificação é para “países que têm economias muito sólidas”, citando como exemplo a China, que disse ter “um escudo de protecção” para “enfrentar uma eventual crise financeira mundial”.