CGTP defende aumento do salário mínimo nacional para 850 euros

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 O secretário-geral da central sindical CGTP, Arménio Carlos, defendeu na quarta-feira um aumento do salário mínimo nacional para 850 euros, manifestando disponibilidade imediata para discutir com o Governo esta proposta.

 O anúncio da CGTP foi feito durante o discurso de encerramento da manifestação do 1.º de Maio, em Lisboa, que decorreu  entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques.

 Além desta proposta, a CGTP defende também uma “revogação das normas da legislação do trabalho e a rejeição da proposta laboral do Governo”.

 Entre os pontos da revisão do código laboral que mais contestação têm motivado estão o alargamento do período experimental de três para seis meses, o aumento de 15 para 35 dias dos contratos de muita curta duração e ainda a instituição do banco de horas grupal.

 “A proposta de lei que o Governo do PS apresentou na Assembleia da República constitui uma fraude à prometida valorização do trabalho, um atentado aos direitos dos trabalhadores, um ataque aos sindicatos e uma provocação à Constituição da República Portuguesa”, afirmou Arménio Carlos.

 O “combate sério à precariedade, com a passagem a efectivos dos trabalhadores dos setores públicos e privado, que ocupam postos de trabalho permanentes”, é outra das reivindicações.

 A CGTP defende, igualmente, que se avance para as 35 horas semanais, “sem perda de retribuição”, e para o reforço do investimento nos serviços públicos.

 “São eixos centrais, que se articulam e devem ser assumidos de forma integrada para a construção de um modelo de desenvolvimento para Portugal”, concluiu.

 Arménio Carlos adiantou que a proposta de aumento do sa-lário mínimo faz parte de um conjunto de cinco eixos centrais reivindicativos que a CGTP vai apresentar em bre-ve a todos os partidos com assento parlamentar.

 Milhares de pessoas participaram, em Lisboa, na manifestação que assinalou o Dia do Trabalhador, numa iniciativa que juntou os vários sindicatos afectos à central sindical CGTP.

 A liderar a manifestação esteve um cabeçudo a imitar o primeiro-ministro, António Costa, sendo também visível várias bandeiras de sindicatos e faixas com mensagens contra a banca, a favor da luta dos trabalhadores e por melhores condições laborais.

 A “luta continua”, “Contra a exploração”, “Maio está na rua” e “CGTP unidade sindical” foram algumas das palavras de ordem proferidas pelas milhares de pessoas que participaram na manifestação do 1.º de Maio em Lisboa.

 O desfile contou com a participação do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

 Uma delegação do PS, constituída por Maria Antónia Almeida Santos e Porfírio Silva, cumprimentou a Direcção da CGTP, antes da saída do desfile do Martim Moniz.