Celebrações do Dia de Portugal iniciadas em Pretória pela Academia do Bacalhau

0
42
comunidades

As comemorações do Dia de Portugal na cidade de Pretória tiveram a sua abertura na tarde da penúltima quinta-feira, 26 de Maio, no almoço de convívio mensal promovido pela Academia do Bacalhau, restaurante da ACPP, com a presença do embaixador Ricoca Freire, da conselheira da embaixada Ana e Brito Maneira, do coordenador do ensino de português na África Austral, Rui Azevedo, do Frei Gilberto Teixeira da Igreja de Santa Maria, dos comendadores Estevão Rosa, Manuela Rosa, Mário Ferreira e Ivo de Sousa, do coordenador das celebrações Samuel da Silva, e dos presidentes das agremiações lusas citadinas, Tony Oliveira que por esta Acade-mia foi o promotor do convívio, Américo Pimentel pela ACPP, Paula de Castro pelos Lusíadas, Manuela Calado pela Liga da Mulher Portuguesa, e Lino Faria pela Casa do Benfica.

 Iniciado com a entoação dos hinos da África do Sul e de Portugal, seguindo-se o almoço, usou ali em primeiro lugar da palavra Tony Oliveira, para as boas-vindas e agradecimento à presença de cada um, e como sublinhou agradecer à comunidade em seu nome pessoal e da Academia que lidera, a primazia da abertura dos festejos serem nesta tertúlia, a todos desejando em sentimento patriótico uma boa tarde, após o que deu a palavra ao coordenador das celebrações, Samuel da Silva, para a abertura oficial das comemorações, que começando por a todos saudar, esperando que o que fora conseguido no ano transacto, que classificou de mini-maratona, como um bom sinal a tentar unir a comunidade, continuar-se como ali era demonstrado, no bom caminho. 

 Achando que a comunidade está no bom caminho, sabendo-se no entanto não ser fácil, pelo menos para quem trabalha, ser dado o primeiro passo na coordenação de Américo Pimentel, seria bom que com a colaboração de todos tudo continuasse, e a seu ver o caminho está aberto, falta apenas dar-se-lhe continuidade, e com a mesma pedalada atingir-se com humildade e cooperação de todas as colectividades, o que pretendemos, afirmar que chegaremos lá, e neste aspecto era ali dado um bom exemplo pela Academia do Bacalhau, onde nos seus convívios se fala português e as refeições são de gastronomia portuguesa, quanto a si muito importantes para se atingir o que todos pretendemos

  Convidado a algumas palavras o embaixador Ricoca Freire, depois de a todos saudar com amizade, e manifestar a alegria que sentia em participar na abertura das comemorações em Pretória, que quanto a si significa um esforço muito grande e uma caminhada longo, que se consegue fazer num curto espa-ço, onde o 10 de Junho deixou, como ali era demonstrado, de ser apanágio apenas de almoço daqueles que tinham mais capacidade para o fazer, daqueles que mais antigos tinham esse privilégio, mas criou-se um espaço em que todos pudessem participar, e isso foi conseguido em Pretoria no ano transacto, com a subcomissão eleita, um espaço para todas as agremiações poderem realizar os seus festejos, encerrados a 10 de Junho no jantar de gala promovido pela ACPP.

 Em cada uma das iniciativas, da mais pequena à maior em dimensão, prosseguiu Ricoca Freire, todas estavam presentes, e isso não foi apenas uma fachada que se criou para o 10 de Junho, porque ao longo do ano e até aqui, como temos presenciado, qualquer iniciativa das associações de Pretória passou a ser participada por todas as restantes, verificando-se isso, como mais recentes as visitas à Casa Social da Madeira, do presidente do Governo Regional da Madeira, e do presidente da Câmara Municipal do Funchal, onde marcaram presença todas as representações associativas da nossa comunidade, e isso é sinal importante e evidente que as pessoas não o fizeram apenas para o 10 de Junho, mas para como união e solidariedade todas participaram em disponibilidade na ajuda às actividades promovidas pelas congéneres.

 Comparando ao que significa ser português, o poema “O Mostrengo”, do poeta Fernando Pessoa, onde referiu:

“Aqui ao leme sou mais  do que eu,

Sou um povo que quer  o mar que é teu,

E mais que o mostrengo

que me a alma temer,

Roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade

que me ata ao leme,

De El-Rei Don João Segundo !”.

 O embaixador referiu que ser português é ter uma identidade que é própria de uma grande comunidade, uma comunidade histórica de ontem, uma comunidade activa do presente, e uma comunidade que se está a projectar para o futuro.

 A ACPP, a CSM, Os Lusíadas, a Academia do Bacalhau e todas as restantes sabem que o trabalho que desenvolvem só tem sentido, se forem sentidas e percebidas como parte de um todo, que entronca num projecto comum, que é o de proteger e acarinhar a comunidade portuguesa na África do Sul, Ricoca Freire agradeceu a Tony Oliveira, o estar ali na ACPP como anfitrião desta primeira celebração do 10 de Junho, em Pretória, na presença do presidente da CSM, Samuel da Silva, este como coordenador das comemorações ali iniciadas nesta data.

 Frisando vir a ser para si um ano triste por perder dois seus queridos colaboradores, Ana e Brito Maneira e Rui Azevedo, o embaixador deixou claro que as mudanças na embai-xada, na comunidade e em Portugal, devem ser acolhidas sempre com confiança, e ser mais fácil ajudar a mudar um projecto que apoiamos, do que um projecto a que nos opomos, manifestando-se a terminar a sua intervenção, feliz com o sinal de união que em progresso nota na comunidade.

 Tony Oliveira desejou a Ana e Brito Maneira e a Rui Azevedo as maiores felicidades futuras, após o que Manuel José procedeu ao leilão do whisky oferecido com essa finalidade por Manny Pestana, Ivo de Sousa e Lino Faria, e os artigos de beleza por Laura Swartz, esta que com Walter Pericão Gomes Pinto e Maria Alcina Morais Martins ali receberam os certificados de novos membros desta Academia. 

 As multas da praxe foram ali aplicadas naquela tarde pelo nomeado “carrasco”, compadre Mário Ferreira, por sinal o patrocinador do convívio, com o vinho oferecido por Dimitri, que como fez questão de referir toda a receita que viesse a ser apurada iria reverter a favor dos Lusíadas, instituição de beneficência a quem está agora confiada a administração do lar de idosos da igreja de Santa Maria, e como tal a merecer fortes aplausos dos presentes, sendo a confraternização encerrada com a en-toação pelos presentes do hino das Academias do Bacalhau.