CCILSA faz sessão de “networking” em Joanesburgo

0
34
Comunidades

Na quinta-feira, 17 de Março,  decorreu no primeiro andar do restaurante “Adega” em Bedfordview, uma sessão de “networking” organizada pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Sul-Africana (CCILSA).

 Pelas 18h, após os convidados terem provado vinhos em montra por parte da Ivin, empresa vinícola portuguesa e membro do Conselho Executivo da Câmara, e saboreado canapés, o comendador Silvério e Silva deu as boas-vindas a todos os presentes e traçou o objectivo de ser criada uma presença regular e de proximidade entre empresários de Angola, Moçambique, Brasil, Portugal e empresas pertencentes a portugueses na África do Sul.

 A palavra foi dada a Carlos Oliveira, presidente da CCILSA, que também ele agradeceu a presença diplomática dos países em questão e dos vários convidados. Oliveira, sugeriu em seguida que cada pessoa, sentada nas duas filas de cadeiras paralelas, se apresentasse e passasse a sua sugestão e ideia do que deveriam ser estas sessões de Networking.

 Numa pequena sessão de cerca de quarenta e cinco minutos, os presentes apresentaram-se e fizeram as suas sugestões.

 Coube depois a vez a Miguel Grijó, proprietário da Ivin,  fazer uma pequena explicação dos vinhos que foram dados a provar. Após o que, os convidados permaneceram a conversar e a trocar contactos.

 Estiveram presentes na tarde, a cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Luísa Fragoso, o representante comercial de Angola, Vieira Pedro, Luís Morais, vice-cônsul de Angola em Joanesburgo, Jorge Simons, representante do banco BIC em Joanesburgo, Rui Marto advogado em Joanesburgo, Anabela Diogo e Corina da Silva, do Mercantile Bank, Adão Queta, da Direc-ção dos angolanos residentes na África do Sul, António Duda, secretário do MPLA,  Gonçalo Oliveira, estagiário do projecto Inov da AICEP, Miguel Neto, vice-presidente da Comunidade Angolana, Victor Sábio, empresário português na África do Sul, José Vieira-Pereira, agente de seguros na África do Sul, Ana Terra Skosana, do sector de investimento e empresarial da Embaixada do Brasil, Michael Gillbee e Carlos Silva, do Século de Joanesburgo, Rui Fragoso, do Gauteng Investment Department, Francisco Gala, consultor na Proctor & Gamble em Joanesburgo, Luís Figueiredo, empresário português, e  Diogo Canas, Inov no AICEP.

 

Objectivos da CCILSA

 

 O actual presidente da CCILSA, Carlos Oliveira, à margem da sessão de “networking”, prestou declarações ao Sé-culo de Joanesburgo.

 Neste que foi um primeiro en-contro entre homens de negócios de Angola, Brasil, Mo-çambique e Portugueses na África do Sul, com a presença das representações diplomáticas dos vários países em questão. Isto, com a finalida-de de recolher ideias de co-mo, em conjunto, se pode or-ganizar uma rede de contactos, que se propõe ser trimestral, por forma a conciliar lazer e negócios, isto segundo nos revelou Oliveira.

 Mais nos adiantou que o objectivo é recorrentemente ter um encontro ligeiro, informal e sem protocolo onde se possam trocar ideias, conhe-cer e identificar oportunidades de negócios.

 “Eu acho que as oportuni-dades não são tratadas abertamente, nestes espaços de “networking” é que se criam as oportunidades para marcar reuniões e encontros privados.”

 Oliveira contou-nos que to-dos os sectores industriais, eventualmente, estarão envol-vidos e que dependerá e será “conforme os empresários e será definido pelos participan-tes regulares”.

 Continuou ao dizer-nos que “acho que se deviam explorar as afinidades culturais e eco-nómicas de quem fala português.”

 Oliveira afirmou que a CCILSA acredita no poder do “network”/rede, porque é segundo a sua opinião, barato, simples e não requer muito esforço.

 “A mensagem que queriamos passar é que a CCILSA fosse uma organização das várias câmaras de comércio. A an-golana, moçambicana, brasi-leira, e a SAPCC Estarmos todos juntos é o que dará mais força a estas iniciativas”, afirmou-nos.

 Em relação à SAPCC, Oli-veira declarou-nos que “é uma excelente iniciativa. Tem imenso valor e está a fazer as coisas muito bem. O mundo empresarial português na Áfri-ca do Sul é muito forte e precisa de instituições que dêem visibilidade a essa dinâmica e dinamismo.”

 “A CCILSA tem um posicionamento diferente, é um bilate-ral e entre a África do Sul e Portugal. Queremos alargar agora a Moçambique, Angola, etc e passar a ser multilateral. Não temos legitimidade para representar empresários portugueses da África do Sul em Portugal e portugueses aqui. O que queremos é colaborar ao máximo.”

 Carlos Oliveira continuou  afirmando que “creio que so-mos poucos para as oportuni-dades e para o que há a fazer. Em termos políticos, a África do Sul está desafiante e Mo-çambique, Angola, Brasil não estão economicamente tão pujantes. Por isso, temos que estar juntos para os desafios e para também criar oportunidades”, concluiu assim o presidente da CCILSA.