Cavaco Silva: País ganha com bom diálogo entre poderes públicos e parceiros sociais

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Cavaco Silva: País ganha com bom diálogo entre poderes públicos e parceiros sociais

Cavaco Silva: País ganha com bom diálogo entre poderes públicos e parceiros sociaisO Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu que o “o país ganha” com “um bom diálogo entre os poderes públicos e os parceiros sociais”, desejando que a primeira reunião de concertação social desta legislatura tenha sido “frutuosa”.

“O país ganha se existir um bom diálogo entre os poderes públicos e os parceiros sociais. Portanto, espero que esta reunião tenha sido uma reunião frutuosa para todos, tendo em conta os interesses de todos, mas, acima de tudo, frutuosa para o país”, afirmou na quarta-feira Cavaco Silva aos jornalistas.
 O Presidente da República falava no Comando Naval de Oeiras, onde assistiu a um treino de busca e salvamento da Força Aérea e da Marinha.
 “O Governo, quanto eu sei, aposta fortemente na concertação social. Os portugueses sabem bem que eu sou um grande defensor da concertação social, pratiquei-a com bons resultados, como tem sido referido pelas próprias centrais”, disse.

 O primeiro-ministro afirmou à entrada para a primeira reunião da Comissão Permanente de Concertação Social desta legislatura que o Governo está empenhado num "acordo de médio prazo" com os parceiros sociais.
Passos Coelho defendeu o princípio de que "sem paz social não há reformas duradouras", acrescentando: "O Governo estará muito apostado em poder ser bem sucedido com os parceiros num acordo de médio prazo para a concertação social. É isto que eu venho dizer".

* Entidades patronais classificam primeira  reunião da concertação como positiva

Os representantes patronais classificaram de positiva a reunião de quarta-feira em sede de concertação social onde foi analisada a situação económica e social do País e o acordo para a competitividade e emprego assinado a 22 de Março.
 Para o presidente da Confederação de Comércio e Serviços, João Vieira Lopes, o Governo mostrou “bastante abertura” para discutir com os parceiros o essencial das alterações à legislação laboral e todo o conjunto de medidas do acordo tripartido assinado em Março com o então Executivo socialista.
“Hoje não foi decidido nada mas foi calendarizado um conjunto de contactos”, disse, adiantando que o Governo assumiu o compromisso de entregar documentos e proceder a diálogos individuais com os parceiros e em Setembro voltar a reunir em sede de concertação social.

 Segundo João Vieira Lopes, o Governo comprometeu-se a enviar durante a primeira quinzena de Agosto uma análise sobre o fundo de financiamento com debate agendado para setembro.
 Em documento divulgado, a Confederação de Comércio e Serviços defende como prioridades o reforço das exportações e da internacionalização, a redução do desemprego, com apreciação do actual quadro dos contratos a prazo, para responder às necessidades de adaptação à mu-dança originadas pela crise, e o reforço das linhas de crédito destinadas à criação do próprio emprego.

 A CCP defende ainda, entre outras matérias, que seja acelerada a execução de vários programas com verbas comunitárias, o reforço da qualificação e a capacidade técnica das empresas e o início dos trabalhos na concertação social sobre o sistema de justiça e a competitividade da economia.
 António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), disse no final da reunião que o primeiro-ministro fez uma intervenção sobre a situação económica e social do País e abordou a intenção de validar o acordo celebrado a 22 de Março.

 “Os parceiros sociais manifestaram vontade de encontrar uma forma de melhorar o acordo celebrado em Março passado”, frisou.
 A reunião realizou-se na véspera do debate parlamentar na generalidade da proposta governamental para reduzir as indemnizações por cessação do contrato de trabalho, limitando-as ao máximo de 12 salários.
No encontro estiveram presentes o primeiro-ministro e os ministros de Estado e das Finanças, da Economia e do Emprego e da Solidariedade e Segurança Social e a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.