Cavaco Silva esteve na entronização do Papa Francisco

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Cavaco Silva esteve na entronização do Papa Francisco

O Presidente português, Cavaco Silva, disse na terça-feira em Roma que o País precisa de apresentar um “horizonte de esperança” para as pessoas que estão a viver situações de maior dificuldade.

 “Nós precisamos de abrir um horizonte de esperança, em particular para aqueles que estão desempregados, para aqueles numa situação de pobreza; um horizonte de esperança para os mais jovens, muitos deles sem emprego”, afirmou Aníbal Cavaco Silva aos jornalistas, na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé.

 O chefe de Estado falava depois de ter participado na missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco, no Vaticano, o qual aludiu ao tema da esperança durante a sua homilia.

“Os portugueses precisam de esperança, uma janela de esperança, um horizonte de esperança”, insistiu Cavaco Silva.

 O Presidente da República escusou-se, no entanto, a abordar qualquer tema “relacionado diretamente com a política portuguesa”.

 “Este Papa é um sinal de esperança para o mundo e espero que seja também um sinal de esperança para Portugal”, acrescentou.

 Cavaco Silva comentou ainda o apelo feito por Francisco aos que “ocupam cargos de responsabilidade” no campo económico, político ou social, para que protejam as pessoas e o meio ambiente.

 “Ele [Francisco] sublinhou, de alguma forma, a responsabilidade dos agentes políticos”, particularmente na missão de “tomar conta de” todos os que são “mais fracos” e dos “pobres”, precisou o Presidente da República.

 “Foi uma homilia de um Papa que parece que vai iniciar uma nova fase da Igreja, sem dúvida que é um papa diferente”, concluiu.

 Cavaco Silva liderou a representação portuguesa na missa de inauguração do pontificado, que decorreu no Vaticano, uma das mais de 130 presentes na cerimónia que reuniu entre 150 e 200 mil pessoas, segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé.

 

* “Encontrei um papa muito afectuoso”   – Cavaco Silva

          

 O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou na terça-feira ter conhecido pessoalmente “um Papa muito afectuoso” que convidou para visitar Portugal em 2017, por ocasião do “centenário das aparições de Fátima”.

 “É óbvio que ele [Papa Fran-cisco] não respondeu imediatamente que ia lá, mas eu insisti que com certeza numa data tão importante para a Igreja portuguesa e para o mundo, dada a importância do Santuário de Fátima, todos esperaríamos que o Santo Padre estivesse presente”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas, depois de ter sido recebido pelo novo líder da Igreja Católica, numa audiência breve.

 “Encontrei de facto um Papa muito afectuoso, com um permanente sorriso nos lábios, muito próximo das pessoas, com um ar muito simples”, disse Cavaco Silva, que elogiou também a atenção dada pelo líder religioso à sua mu-lher.

 “O Papa começa por dirigir-se à minha mulher, felicitando-a calorosamente pelo seu aniversário”, declarou aos jornalistas, na Embaixada portuguesa junto da Santa Sé.

 O presidente e Maria Cavaco Silva foram apresentados ao Papa pelo chefe do protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, o luso-canadiano José Bettencourt, durante a sessão de cumprimentos na Basílica de São Pedro às mais de 130 delegações oficiais presentes na cerimónia de inauguração do pontificado.

“Como tinha pensado, disse ao Santo Padre que seria uma grande alegria para os portugueses que ele pudesse visitar Portugal”, afirmou.

 A referência a Fátima foi, segundo o presidente português, “corroborada” pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, um dos responsáveis da Igreja Católica que estudou mais de perto o chamado ‘terceiro segredo’, relativo ao teor das aparições relatadas pela irmã Lúcia (1907-2005).

 O presidente da República destacou também as “relações de amizade e sempre muito leais” entre Portugal e a Santa Sé.

“Foi um encontro rápido, como não podia deixar de ser, mas pareceu-me encontrar um homem capaz de cativar, com gestos e com poucas palavras, até este momento, e que de alguma forma ganhou a simpatia do mundo”, observou.