Cavaco Silva admite oportunidades na Austrália para jovens qualificados mas prefere que fiquem

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Cavaco Silva admite oportunidades na Austrália para jovens qualificados mas prefere que fiquem

O Presidente da República, Cavaco Silva, admitiu sábado que há jovens portugueses qualificados a procurar oportunidades de emprego na Austrália, mas disse preferir que estes fiquem em Portugal.

 Durante uma visita à exposição aborígene da Art Gallery de Nova Gales do Sul, em Sidney, o Presidente da República comentou a quantidade de portugueses que encontrou ao longo da sua visita oficial de dois dias à Austrália, que terminou sábado, e foi questionado sobre se há muitos portugueses a tentar ac-tualmente emigrar para este país.
 “A informação que o embaixador nos dá é que tem sido consultado sobre as oportunidades por parte de alguns jovens qualificados, mas eu prefiro que continuem na nossa terra, que fiquem em Portugal”, apelou.
 O chefe de Estado salientou que Portugal pode, por outro lado, aproveitar as potencialidades da comunidade portuguesa na Austrália – que estimou em cerca de 50.000 pessoas -, à qual ofereceu sábado à noite uma recepção, na qual participaram centenas de pessoas.
 Houve pessoas que se deslocaram milhares de quilómetros, incluindo da Nova Zelândia para estarem presentes.
 Cavaco Silva relatou aos jornalistas um dos contactos inesperados que teve com es-ta comunidade: “Ontem (sexta-feira, em Camberra) desci do meu quarto no hotel e estava um grupo de jovens e outros menos jovens com ascendência todos de Loulé, do meu concelho”.
 Já em Sidney o chefe da segurança australiana, que transportou o Presidente da República entre o aeroporto e o hotel, também surpreendeu Cavaco Silva com um “Bom dia, senhor Presidente”.

 Outra surpresa aguardava o Presidente no museu: dois quadros de um pintor português do século XIX, Arthur Loureiro, que nasceu no Porto e morreu em Braga, tendo vivido em vários pontos do mundo, incluindo Merlbourne (Austrália).
 Sobre a arte aborígene – parte dela gravada em casca de árvore – que teve oportunidade de conhecer em pormenor, acompanhado da mulher, Maria Cavaco Silva, o Presidente destacou a técnica e a minúcia, bem como o respeito dos australianos por esta comunidade.
 A agenda do chefe de Estado começou sábado com um encontro, sem declarações, com o Governador da Nova Gales do Sul, Tom Bathurst, onde Cavaco Silva teve oportunidade de passear nos jardins junto ao rio, seguindo depois para um passeio de barco pela baía de Sidney a convite das autoridades australianas.
 Antes da recepção à comunidade portuguesa, à noite, o Presidente da República encontrou-se com um grupo de empresários lusos. Apesar das relações económicas entre os dois países ainda serem modestas, Cavaco Silva destacou que existe um ‘superavit’, ou seja, Portugal exporta mais para a Austrália do que importa para este país com cerca de 22 milhões de habitantes.

* Cavaco diz que empresários indonésios são muito “bem-vindos” a Portugal

 O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou na terça-feira a um aumento do in-vestimento indonésio em Portugal, dizendo que os “empresários indonésios são muito bem-vindos”, e convidou Susilo Bambang Yudhoyono a visitar Portugal.
 Na resposta, o chefe de Estado indonésio disse que “fará os possíveis” para aceitar o convite de Cavaco Silva já no próximo ano.
 “Os indonésios são muito bem-vindos a Portugal, os empresários indonésios são muito bem-vindos a Portugal e estou convencido que uma visita do presidente Susilo Bambang Yudhoyono será um sinal muito importante para o relacionamento amigo, concreto e benéfico para os dois países”, frisou Cavaco Silva na conferência de imprensa, sem direito a perguntas, que se seguiu ao encontro entre os dois chefes de Estado e que marcou o início da sua visita de Estado à Indonésia.
 O Presidente da República fez questão de abordar a crise na zona euro, mas para dizer que esta situação “vai sem dúvida ser ultrapassada”, lembrando que a União Europeia é o maior bloco económico do mundo.
 “Queremos que os empresários dos nossos dois países conheçam melhor as potencialidades da Indonésia e de Portugal”, frisou, antecipando o fórum empresarial que vai decorreu quarta-feira entre os dois países.
 Na opinião do chefe de Estado português, Portugal e Indonésia são dois Estados “que se complementam” em muitos domínios e destacou o interesse com que os empre-sários portugueses olham para a economia asiática.
 Cavaco Silva aproveitou ainda para agradecer o apoio da Indonésia para a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

* Chefe de Estado indonésio destaca significado histórico da visita de Cavaco
          
 O Presidente da República da Indonésia, Susilo Bam-bang Yudhoyono, destacou o significado histórico da visita de Cavaco Silva e sublinhou a necessidade de aumentar o relacionamento económico bilateral.
 “Trata-se de uma visita histórica porque, desde 1950, quando Portugal e Indonésia abriram relações diplomáticas, esta é a primeira visita de um Presidente da República portuguesa”, sublinhou o chefe de Estado indonésio, na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro bilateral com Cavaco Silva, lembrando que o presidente Sukarno visitou Portugal nos anos 60.
 “Esta visita abre uma nova página no aumento da cooperação, amizade e parceria entre os dois países, estamos empenhados em encontrar novas oportunidades para uma cooperação mas forte no futuro”, disse.