Cavaco reafirma necessidade de reabrir janelas de esperança

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Cavaco reafirma necessidade de reabrir janelas de esperança

O Presidente da República reafirmou na quarta-feira, em Tomar, que é preciso “aproveitar as potencialidades abertas pelos sinais de crescimento” e “abrir janelas de esperança àqueles que foram mais atingidos” pela crise a partir de 2011.

 Cavaco Silva falava aos jornalistas no final de uma sessão que assinalou o restauro da Charola do Convento de Cristo, peça arquitectónica templária recuperada graças ao mecenato da Cimpor.

 O Presidente escusou-se a responder à questão sobre se há condições para se reporem os cortes nos salários e nas pensões a partir de 2016, sublinhando que o Presidente da República “é aquele que não pode especular e muito menos para 2016 e até numa altura em que aquilo que se diz já pode ter implicações nas eleições que vão ter lugar no dia 25 de Maio”.

 “Por isso devo ser o máximo contido”, rematou.

 

* Presidente convida empresas a apoiarem recuperação do património

 

 O Presidente da República convidou as empresas a ajudarem na preservação do património histórico-cultural do país que precisa de recuperação.

 Frisando que o mecenato empresarial no domínio da cultura “deu um contributo decisivo para o restauro desta joia da arquitectura Templária que é a Charola do Convento de Cristo”, Cavaco Silva apelou às empresas para terem “uma responsabilidade social interpretada em sentido lato, incluindo a responsabilidade cultural”.

 O Presidente pediu para que seja seguido o exemplo do que aconteceu com a recuperação da Charola do Convento de Cristo, em Tomar, alvo de mecenato exclusivo da Cimpor, numa intervenção que decorreu ao longo dos últimos cinco anos orçada num total de 750.000 euros.

 “Convido as empresas a olharem o nosso património histórico-cultural muito rico”, algum a precisar de obras de restauro, afirmou, declarando-se “convencido de que toda a sociedade beneficia” com es-sa assunção de responsabilidade na forma de mecenato.

 No discurso que assinalou a inauguração da obra, Cavaco Silva afirmou que o exemplo da Cimpor “merece ser divulgado”, convidando outras empresas a “tomarem a seu cargo algum dos muitos monumentos que, por todo o País, continuam à espera de obras de conservação”.

 “Infelizmente, não faltam oportunidades de actuação para quem queira ajudar na preservação do nosso património e, desse modo, cumprir as suas responsabilidades para com a sociedade”, declarou.

 O Presidente afirmou ainda a importância da sensibilização de instituições, autarquias, empresas e cidadãos “para que não se perca o imenso e valioso património monumental” do país, cuja conservação “a todos interpela e deve ser obra de todos”.

 “Portugal tem, além do mais, património classificado pela UNESCO que representa um enorme potencial de atração turística que não podemos deixar de preservar e divulgar”, disse.

 Antes, o presidente da Cimpor, Daniel Proença de Carvalho, declarou o “orgulho” da empresa e do seu principal accionista, o grupo Camargo Corrêa, no trabalho de restauro realizado na Charola do Convento de Cristo.

 Sublinhando que a responsabilidade das empresas não se limita à produção de bens e serviços, passando também pela responsabilidade de criar vantagens para as comunidades nas quais se inserem, Proença de Carvalho desejou que este projecto de mecenato da empresa sirva de exemplo para outros.

 O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, frisou a “parceria exemplar” estabelecida neste mecenato exclusivo, que permitiu o restauro integral da Charola e a libertação de meios do Estado para outras intervenções.

 Barreto Xavier referiu os mais de 20 milhões de euros destinados em 2013 à recuperação de património e os mais de 14 milhões previstos para 2014.

Na sexta-feira, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Convento de Cristo abriu as portas de zonas habitualmente vedadas ao público, oferecendo um vasto programa de visitas e de animação cultural.