Cavaco considera ultrapassada hipótese de crise política que seria dramática

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Cavaco considera ultrapassada hipótese de crise política que seria dramática

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu na sexta-feira que a estabilidade política é "da maior importância" para Portugal, considerando estar "ultrapassada" a "eventualidade" de uma crise política, que seria "dramática" para o país.

 "Cada português pode imaginar o que é que sucederia a Portugal, país que depende enormemente, todos os dias, do financiamento das instituições internacionais para o desempenho das funções do Estado, para o funcionamento das empresas e dos bancos, se juntássemos a essa situação uma crise política", alertou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de inauguração das duas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira Embraer.
 Contudo, Cavaco Silva disse pensar que a "eventualidade" de uma crise política "está ultrapassada".
 "Seria dramático para Portugal, e cada um, de certeza, está consciente do que é que sucederia a Portugal, se juntássemos às dificuldades de financiamento externo uma crise política", argumentou.
 O resultado, segundo o Che-fe de Estado, aludindo indirectamente à situação da Grécia, seria apenas um: "Resvalaríamos, inevitavelmente, para a situação em que se encontra um outro país europeu".

* PSD e CDS-PP vão preparar eleições autárquicas e  eventuais coligações

 PSD e CDS-PP anunciaram que se vão reunir esta sema-na para preparar as eleições autárquicas, nomeadamente a “eventual celebração de co-ligações de âmbito local”.
 “Esta semana terá lugar uma reunião dos dois partidos destinada a preparar as eleições autárquicas, tendo em vista a eventual celebração de coligações de âmbito local, de acordo com o interesse que vier a ser manifestado pelas estruturas concelhias e distritais de ambos os partidos”, anunciaram PSD e CDS-PP, em comunicado conjunto.
 O comunicado foi divulgado no final de uma reunião de delegações do PSD e do CDS-PP, sem os presidentes dos respectivos partidos, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, num hotel de Lisboa.
 Esta reunião foi pedida pela Comissão Política Nacional do PSD à Direcção do CDS-PP com o objectivo de “obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação” assinado em Junho do ano passado e também “às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajectória de crescimento sustentável”.
 A delegação do PSD foi composta por Jorge Moreira da Silva, José Matos Rosa, Luís Montenegro, Pedro Pinto e Teresa Leal Coelho e a do CDS-PP por António Pires de Lima, Nuno Melo, Luís Queiró, Nuno Magalhães e Teresa Caeiro.