Carlos Pereira,presidente do Marítimo do Funchal, visita colectividades madeirenses da África do Sul

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Carlos Pereira

Carlos PereiraCarlos Pereira, presidente do Marítimo do Funchal visitou a África do Sul, acompa-nhado de três membros da sua Direcção, dr. Jorge de Freitas, Luís Camacho e António Emanuel Bragança Viegas, para se integrar nos festejos do Dia da Madeira.

 O dirigente madeirense e a sua equipa chegou a Joanesburgo na sexta-feira, dia 1 de Julho e aproveitou a ocasião para se deslocar ao Marítimo de Pretória, onde teve a oportunidade de se aperceber do muito que a colectividade tem feito para manter e divulgar as tradições arreigadas aos seus associados que são na maioria da Pérola do Atlântico.
 A nossa equipa de reportagem aproveitou a ocasião para ouvir Carlos Pereira, que começou por nos dizer:
 “Esta minha visita, para além de estar inserida nos festejos do Dia da Região Autónoma da Madeira, também está interligada, com o facto de termos celebrado no ano passado o centenário da “Casa Mãe” no Funchal e termos contado com a participação de várias filiais nossas, espalhadas pelo Mundo, que marcaram a sua presença na Madeira.

 Trata-se não só de uma retribuição e de uma visita de cortesia como também de tentarmos estreitar ainda mais os laços que nos unem, quer na amizade, como na nossa cultura e no desporto.”
 Ficou surpreendido?
 “Está claro que fiquei surpreendido por aquilo que estou a ver e a descobrir. Sa-bendo de antemão que aquí vivem mais de 300 mil madeirenses, era natural esperar que algo de positivo estivesse a ser feito nesta aldeia global que se tornou o nosso Mundo.
 Tanto em Pretória como agora em Joanesburgo quero enaltecer o trabalho de todos os portugueses, oriundos de Portugal ou da Madeira que tanto têm dignificado as nossas tradições e cultura neste país de acolhimento.”
 No aspecto desportivo, a sua opinião?

 “Muito orgulhoso por ver aquí na África do Sul jogadores envergando o equipamento do Marítimo. Há momentos tiramos uma fotografia com uma equipa de Sub-8, do Marítimo de Joanesburgo. É muito bom, pois só demonstra que há muito ultrapassamos as fronteiras da nossa Ilha da Madeira e estamos espalhados pelo Mundo onde militam os nossos conterrâneos.”
 Falando do futebol em Portugal?
 “Existe progresso. Muito se tem feito para apoiar as classes mais jovens e a formação.
O Marítimo do Funchal, assim como os outros clubes considerados “grandes” Têm-se dedicado à juventude e apoiado os seus escalões.”
 Então como explica que tanto o FC Porto, Benfica, Sp.Braga e inclusivamente o Marítimo estejam recheado de estrangeiros?
 “Bem isso é nas equipas principais, pois existe a necessidade premente de vencer e de marcar pontos. É a alta competição em que todos estamos empenhados em ganhar. Temos que trabalhar os nossos orçamentos nesse sentido. Mas nos outros escalões apostamos na juventude.”
 E o desempenho do Marítimo na Liga portuguesa da temporada passada?
 “Tivémos os nossos altos e baixos. Na recta final poderíamos ter alcançado o nosso lugar na Europa, mas surgiram falhas e acabamos por perder o comboio.”
 E para a nova época?

 “Não escondo que temos o desejo de ficar no primeiro terço da tabela classificativa e talvez ir mais além. Mas existem os imponderáveis do futebol e nem sempre conseguimos somar os três ponntos.”
 E o diferendo existente entre o Marítimo e o FC Porto relativo à transferência dos vossos jogadores, um deles sendo o Kléber?
 “Continuamos a batalhar pois a razão está do nosso lado e se a Liga Profissional não resolver o assunto iremos recorrer às mais altas instâncias, Federação Portuguesa e mesmo à FIFA.
 Nós no Marítimo do Funchal não nos vamos deixar intimidar pelo poderio dos grandes clubes, sejam elas o Benfica, o FC Porto ou o Sporting.”
 Quanto jogadores da África do Sul que estejam na vossa agenda?

 “Temos a estar a observar alguns, mas os preços exigidos pelas transferências são proibitivos para o nosso orçamento.
 Mas por enquanto continuamos a analisar outros, pois temos os nossos informa-dores. Pode ser que cheguemos a um acordo.”
 Planos para o futuro?
  “Temos a nossa “Marítimo TV” para permitir que as várias comunidades madeirenses espalhadas por vários países, se apercebam do muito que se está a fazer na Região Autónoma, abrangendo notícias da Madeira, turismo, educação e  do nosso clube.”
  A terminar uma mensagem aos portugueses desta terra
 “A minha mensagem é mais uma saudação a todos os portugueses, sejam eles da Madeira, do Algarve, Minho ou do Alentejo. Admiro a vossa dedicação às colectividades portugueses e o vosso amor a Portugal. Desejo felicidades a todos.”
 Alberto Espírito Santo, presidente do Marítimo de Joanesburgo disse:

 “Neste momento estamos muito atarefados com as comemorações do Dia da Ma-deira. Devo dizer que nos sentimos muito honrados com esta visita de quatro elementos da Direcção da “Casa Mãe”. Vamos estreitar ainda mais os nossos laços de amizade e colaboração.”
 Joe Quintal, secretário geral da colectivividade, na sua azáfama ainda arranjou tempo para nos falar:

 “Esta visita foi prometida há dois anos, mas por motivos da vida atarefada de Carlos Pereira só agora se concretizou. Vai ser positiva e vamos intensificar o nosso intercâmbio.
 Já fornecemos quatro jogadores e outros mais se seguirão. Estamos a planear a fundação de uma Academia de Futebol do Marítimo em Joanesburgo que vai contar  com o apoio da nossa “Casa Mãe.”