Campeonatos Nacionais de Hóquei em Patins da África do Sul

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Campeonatos Nacionais de Hóquei em Patins da África do Sul

Northerns em seniores, Central em juniores e juvenis, e Vaal em infantis, são os novos campeões da África do Sul.  Decorreram de 30 de Março a 5 de Abril, no Pavilhão “Comendador António Braz”, da ACP de Pretória, os nacionais de hóquei em patins, neles tendo participado as selecções representativas do Northern Gauteng (Pretória), infantis, juvenis e seniores; o Vaal de (Vanderbijlpark), em infantis, juvenis, juniores e seniores; o Central Gauteng (Joanesburgo) em infantis, juvenis, juniores e seniores, uma de femininos e ainda outra denominada Central Youth; e o Eastern Gauteng, (também de Joanesburgo) em infantis, juvenis, juniores e seniores.

A fase final foi disputada na quinta-feira, em que foram apurados os campeões em todas as categorias, tendo em infantis o Vaal Dolphins goleado o Vaal Ducks por (10-0); em juvenis o Central vencido o Vaal (8-2); em juniores o Central triunfado sobre o Vaal (4-1), e encerrando no de seniores onde o Northerns venceu o Vaal por (5-2), com os tentos apontados, três por Cláudio Araújo e dois por Ricardo de Sousa pela equipa de Pretória, e Ricardo Guerra e Michael Guerra, um cada, pela formação de Vanderbijl-park, tendo as equipas alinhado:”
 Northerns – Ricardo Maia, Nelson Mendes, Ricardo de Sousa, Cláudio Araújo, Raúl Teixeira, Leandro Araújo, Fernando Maia e Sérgio Araújo.
Vaal – Tiago Amaral, Justin da Costa, Rui Dias, Michael Guerra, Nicolas de Sousa, Dean Boniface e Renato Guerra.
 Quanto à maneira como o encontro decorreu, diremos que foi um jogo muito calculado e bem disputado entre duas boas equipas, com o Northerns a inaugurar o marcador logo aos quatro minutos por Cláudio Araújo, resultado com que foi atingido o intervalo, para no começo da segunda parte o mesmo Cláudio elevar para três a zero, Ricardo Guerra reduzir para três um, Ricardo de Sousa aumentar para quatro a um, Michael Guerra diminuir para quatro a dois, e Ricardo de Sousa, um jovem promissor cheio de habilidade, uma boa patinagem e técnica apurada, com muito para dar ao hóquei em patins, a fixar o resultado final em 5-2.
 Antes desta final de seniores houve um jogo amigável entre o Central Ladies, de Joanesburgo, e uma outra feminina de Vaal, com o triunfo da de Vanderbijlpark por 4-1; e um outro encontro, mas este de autêntica brincadeira, entre formações constituídas por pais e mães de hoquistas que participaram nestes nacionais, que apenas serviu para fazer rir e criar boa disposição no público presente, já que alguns pela dificuldade com que se movimentavam, deve ter sido a primeira vez que calçaram uns patins.
 Apitaram ao longo da prova, em seniores, José Fernandes, José Gonçalves, José Silva, Michael Pato, Tony Correia e Mário Carrilho, e nas res-tantes categorias, que nos lembre, Cláudio Araújo, Nelson Mendes, Joaquim Coim-bra, Victor Peleias, Leonardo Coimbra, Fernando Maia, Marco van Tonder e Kanha Messene.

 Com todos os jogos destes nacionais a decorrerem da melhor maneira, incluindo o aspecto disciplinar, onde todas equipas se portaram à altura, apenas uma nota negativa a registar e que infelizmente se vem acentuando de ano para ano, a falta de público para presenciar os encontros disputados ao longo de toda a competição, apenas no último de seniores, talvez por ser considerado o mais importante, deu em entusiasmo um cheirinho àquilo que foi no passado.
 Durante o jantar/convívio procedeu-se à entrega dos troféus e medalhas não só às equipas vencedoras e árbitros que dirigiram os jogos, como também a pessoas que se evidenciaram no apoio e divulgação da modalidade, sendo em patrocinadores reco-nhecida a Dallmeier, ali representada pelos irmãos Paulo Alexandre e Mário Ferreira, este último presidente da ACPP, como “patrocinador” da selecção da África do Sul no último campeonato do mundo de hóquei disputado na Argentina, tendo na ocasião o presidente da Federação, Joaquim Coimbra agradecido à ACP de Pretória a cedência das instalações e a confecção do jantar, aos atletas, dirigentes, árbitros, e no fundo a quem o apoiou nestes na-cionais.
 Foi mesmo confrangedor no respeitante a público, o que se passou neste campeonato, diariamente com as bancadas vazias, à excepção dos pou-cos familiares dos atletas, mas nem de todos, sendo sempre mais notada a presença dos apoiantes das equipas de Joanesburgo e de Vanderbijlpark, estes últimos não obstante a considerada distância que tinham de percorrer, já que pelo lado de Pretória quase se podiam contar pelos dedos das mãos, salvo no jogo da final, em que apareceram mais alguns.
 Por este andar e se as coisas não mudarem, o hóquei em patins, uma modalidade que foi grande e conheceu o seu sucesso nos tempos áureos em que foi apoiada pela comunidade, parece condenada a ficar pelo caminho, caso continuo a ser ignorada, o que a verificar-se seria triste e até chocante para os jovens que a praticam.
 No lado positivo há a registar o empenho, garra e determinação verificados em todos os jogos pelos atletas que os disputaram, dando com isso a ideia que não será por eles que o hóquei poderá morrer, onde para além de algumas “piquinhas”, próprias em jogos de alta competição, nada mais além disso se verificando, sempre prevalecendo co-mo muito importante, o desportivismo, alicerce onde as-senta qualquer desporto.
 Ainda acreditamos nos “carolas” e apoiantes da modalidade, nos familiares de muitos atletas, alguns já veteranos e outros a darem os primeiros passos neste desporto, de tantos ex-dirigentes e árbitros, de desportistas, uns que até se tornaram conhecidos e famosos, e outros que em muitos anos deram o seu me-lhor à modalidade, e infelizmente se afastaram, para se voltarem a unir, e com o pequeno esforço que se lhes pede, e o mínimo de contribuição que possam dar, evitarem o descalabro que parece eminente, num desporto que tanto nos diz, e seria muito injusto vê-lo desaparecer.
Havendo vontade e o mínimo de sacrifício, ainda poderemos salvar uma modalidade que parece moribunda e a caminhar a passos largos para o abismo, sendo chegado o tempo de pormos de lado egoísmos e oportunismos, e ultrapassar indiferenças e rixas do passado, e darmos as mãos para se evitar a possível derrocada que se avizinha, e afastarmos as nuvens negras que pairam sobre o hóquei em patins, onde todos desejamos ver envolvida a nossa juventude, em vez de a vermos a resvalar para outros caminhos menos dignos, infelizmente muitos deles com desfechos trágicos.
Além dos resultados das duas primeiras jornadas, publicados na nossa anterior edição, foram a partir daí obtidos os seguintes resultados, nesta importante prova, pela sua designação a nível nacional:
 
Domingo: 1 de Abril, em infantis, Central, 0 – Easterns, 6; Vaal Dolphins, 7 – Easterns, 0; Central, 1 – Vaal Dolphins, 17; e Vaal Ducks, 3 – Northerns, 1; em juvenis Vaal, 6 – Northerns 3; em juniores Vaal, 3 – Easterns, 3; e em seniores, Central Youth, 1 – Easterns, 9; e Vaal, 5 – Central 5.

 Segunda-feira: 2 de Abril, em Infantis Northern, 3 – Easterns, 1; em juvenis Northerns, 2 – Central, 8; Northerns, 3 – Vaal, 4; em juniores Central, 12 – Easterns, 4; Central Ladies, 5 – Easterns, 3; e em seniores Northerns, 7 – Easterns, 3; e Central Youth, 1 – Vaal, 8.
Terça-Feira, 3 de Abril, em Infantis, Central, 0 – Vaal Ducks, 7; Central, 1 – Northerns, 1; e Vaal Ducks, 1 – Vaal Dolphins, 5; em juvenis, Central, 6 – Vaal;, 2; Central, 9 – Northerns, 2; em juniores, Central, 8 – Vaal, 1; e em seniores, Easterns, 2 – Vaal, 4; e Northerns, 7 – Central, 3.
Quarta-Feira: dia 4 de Abril, meias-finais, em Infantis, Vaal Dolphins 18 – Northerns, 0; Easterns, 1 – Vaal Ducks, 8; em juvenis, Vaal, 4 – Northerns, 1; em juniores, Central, 12 – Easterns, 4; Central Ladies, 1 – Vaal, 3; e em seniores, Vaal, 10 – Easterns. 3; e Northerns, 15 – Central, 0.