Caldas da Rainha será a 3.ª cidade da Europa a integrar um Atlas Termal

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Caldas da Rainha deverá ser a terceira cidade a integrar um Atlas Termal da Europa que está a ser criado no âmbito da Associação Europeia das Cidades Históricas com termas (EHTTA), anunciou o responsável pela associação, Lucas Bruschi.

 A proposta “vai ser apresentada na próxima assembleia da EHTTA – European Historic Thermal Towns Association – que decorrerá em outubro, em Itália -, e demonstra a importância das Caldas da Rainha na rede de cidade termais eu-ropeias”, afirmou Lucas Bruschi, membro de uma ‘task force’ (grupo de pressão) da associação.

 A ser aprovada a proposta defendida pelo grupo liderado por Lucas Bruschi, Caldas da Rainha sucederá a Orense (Espanha) e Bath (Inglaterra), as duas primeiras cidades a integrar o atlas e com informação já disponível na plataforma informática.

 O Atlas Thermal da Europa será, no final, uma plataforma informática que “reunirá toda a informação sobre as estâncias termais”, incluindo para além das referências ligadas ao termalismo a oferta patrimonial, cultural, hoteleira e de serviços que os termalistas poderão encontrar nas respectivas cidades.

 O anúncio foi feito ontem nas Caldas da Rainha, numa sessão de apresentação da EHT-TA, realizada na Feira do Frutos, que decorreu até ontem no Parque D. Carlos I (parte do património termal da cidade).

 Na sessão foi também oficializado que Caldas da Rainha será a cidade onde se reali-zará a primeira assembleia geral de 2017 da EHTTA, agendada para o mês de Maio, e que contará com a representação das 36 cidades associadas daquele organismo que pretende colocar os problemas e as potencialidades do termalismo na agenda política europeia.

 Nesse sentido a EHTTA promove, a 15 de Setembro, uma deslocação a Estrasburgo, onde a ‘task force’ irá sensibilizar os eurodeputados para a criação de soluções conjuntas para os vários países da Europa.

 Entre elas, medidas ao nível “da mobilidade dos termalistas, com a possibilidade de os respectivos estados comparticiparem tratamentos efectuados noutros Estados-membros”, afirmou João Barbosa, secretário-geral da Associação das Termas de Portugal.

 O responsável pela associação que “representa o Portugal termal em todo o mundo” sublinhou na sessão a importância do sector que “não se resume ao uso balneário das águas” e que, para além das vantagens para a saúde tem que se, cada vez mais, “associado a um destino [turístico]”.

 Tanto mais que, lembrou, os clientes dos equipamentos termais conheceram, entre 2014 e 2015 “um crescimento de 4,5%” e um aumento de 97% na procura de programas de bem-estar.

 Segundo João Barbosa, o termalismo representa em Portugal um volume de negócios de 12 milhões de euros anuais, apenas no que respeita directamente aos balneários termais, valor que ascende a 21 milhões de euros se se tiverem em conta os negócios associados, ao nível dos tratamentos, consultas, hotelaria, restauração e produtos turísticos.