Cabo Verde numa futura euro-região da Macaronésia com os arquipélagos da Madeira, Açores e Canárias

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Cabo Verde

Cabo VerdeO primeiro-ministro cabo-verdiano disse a semana passada à Agência Lusa ver “com muito interesse” a proposta de criação da euro-região da Macaronésia, que integraria, além de Cabo Verde, os arquipélagos dos Açores e Madeira (Portugal) e Canárias  (Espanha).

Falando à Lusa à margem do Fórum Internacional sobre a Governança Local e Desenvolvimento do Território, que decorreu até sexta-feira na Cidade da Praia, José Maria Neves salientou que “seria muito interessante” criar-se a plataforma da Macaronésia. “Seria muito interessante haver essa plataforma da Macaronésia.  Há quatro arquipélagos: Açores, Madeira e Canárias, que são regiões ultraperiféricas da União Europeia, e Cabo Verde, que é um Estado independente”, referiu, lembrando a parceria existente entre o país e os “27”.

“Mas há todo o interesse, nomeadamente no quadro da Parceria Especial entre Cabo Verde e a UE, que haja a inserção de Cabo Verde nesse espaço regional. Vejo com muito interesse essa proposta”, concluiu José Maria Neves, sem adiantar pormenores. Terça-feira, na Horta (Açores), o deputado do PPM no parlamento açoriano, Paulo Estevão, apresentou uma proposta para a criação da euroregião da Macaronésia, abrangendo os quatro arquipélagos, embora Cabo Verde entrasse, numa primeira fase, com o estauto de observador.

Paulo Estevão, que também é candidato pelo PPM/Açores ao Parlamento Europeu, considerou que esta iniciativa permitiria “criar uma entidade europeia com uma formidável projecção estratégica” e que poderia “monopolizar todo o triângulo marítimo que liga a Europa aos continentes americano e africano”. O projecto, segundo Paulo Estevão, transformaria os quatro arquipélagos atlânticos numa euro-região com três milhões de habitantes, “capaz de gerar extraordinárias sinergias e complementaridades” em áreas tão diversas como os transportes, ambiente, turismo, cultura, comércio, saúde, agricultura e pescas e novas tecnologias.

“A euro-região da Macaronésia, dotada deste vasto conjunto de recursos, terá, obviamente, uma grande capacidade de atracção do investimento e de obter amplos recursos financeiros, nomeadamente no âmbito da aplicação de programas de cooperação territorial co-financiados pela Comunidade Europeia”, frisou Paulo Estêvão.