Cabo de fibra óptica entre Londres e África do Sul já chegou a Cabo Verde

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Cabo de fibra óptica

Cabo de fibra ópticaUm ano após a adesão ao projecto West African Cable System (WACS), chegou a Cabo Verde a ligação que entrará em pleno funcionamento em junho de 2011, entre Londres e Yzerfontein (África do Sul).

 O WACS (Sistema de Cabo Oeste Africano, em português) é de fibra óptica e liga o continente africano ao europeu, passando por Portugal e com uma ramificação para Cabo Verde, em que a principal empresa de telecomunicações, a CV Telecom, participada pela Portugal Telecom, investiu 25 milhões de dólares (17,85 milhões de euros).

 O investimento visa satisfazer o elevado crescimento do tráfego na Internet em Cabo Verde, ao mesmo tempo que garante a redundância dos sistemas existentes e melhora a conectividade entre a África e a Europa.
 O cabo foi estendido ao longo de 14.530 quilómetros entre Londres e a Yzerfontein, próximo da Cidade do Cabo, com derivações a Portugal (estação terminal no Seixal), Caná-rias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Congo, RD Congo, Angola (Luanda), Namíbia e África do Sul.

Construído pela Alcatel Lu-cent, contando com a tecnologia “DWDM” – Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda Densa -, o cabo tem quatro “pares fibras”, uma capacidade inicial de 400 a 500 gigabits por segundo e orçou, na sua totalidade, 650 milhões de dólares.
 Segundo a fonte da CV Tele-com, a empresa já concretizou todos os trabalhos para a recepção e alojamento do cabo, concluindo-se uma das mais importantes etapas do projecto com capacidade e qualidade para sustentar as necessidades e exigências de banda larga.
Cabo Verde conta desde 2000 com a operação do cabo de fibra ótica incluído no projeto ATLANTIS 2, que, segundo disse a fonte à Lusa, se constatou ser insuficiente, surgindo a necessidade de reforçar a rede.

Os dados divulgados em agosto pela Agência Nacional de Comunicações (ANAC) cabo-verdiana indicam que o telefone móvel tem uma taxa de penetração de 71 por cento (cerca de 380 mil clientes) e a Internet aumentou 67 por cento no primeiro semestre deste ano (cerca de 30 mil utilizadores).

Em setembro, numa entrevista à Lusa, o administrador da empresa cabo-verdiana, Humberto Bettencourt dos Santos, numa antecipação à chegada do WACS a Cabo Verde, lembrou que o plano de investimentos da empresa em 2010 ascende a 30 milhões de euros, permitindo melhorar a qualidade das telecomunicações no país.

A partir de 2011, acrescentou, Cabo Verde terá mais de 1500 quilómetros de fibra ótica, assente em moderna tecnologia IP e com ligações inter-ilhas, “uma rede de primeira classe”, permitindo a banda larga em todas as ilhas, melhorando a “muito deficiente” rede fora da de Santiago.