Britânicos pretendem passaportes europeus enquanto que sul-africanos procuram entrada no Reino Unido apesar do Brexit

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O número de cidadãos britânicos a candidatar-se a um segundo passaporte em países da União Europeia disparou na tentativa de manter a mobilidade para estudar, trabalhar e viver na Europa depois do Brexit, mas os sul-africanos, em contraste, procuram obter um passaporte britânico para viver no Reino Unido.

 A maioria dos sul-africanos ainda considera o Reino Unido como um “porto seguro” para as famílias e a sua riqueza, disse Sean Gaskell, director da Geneva Management Group (GMC), provedora de soluções financeiras multinacionais, ao jornal Business Report.

 “A incerteza política é um factor crucial, especialmente em mercados emergentes, onde os HNWIs (indivíduos com rendimentos elevados) são frequentemente destacados para jurisdições onde existe uma grande desigualdade de riqueza”, afirmou.

 “Isso pode dar origem a populismos e ao sentimento anti-riqueza, resultando em risco político adicional que pode criar exposição tanto para as suas famílias como para o seu património financeiro”, salientou Gaskell.

 Segundo o gestor, outros factores a ter em conta relacionam-se com a criminalidade, o acesso a serviços de apoio, incluindo tratamento médico, garantias contra uma moeda fraca ou volátil, a cultura local, o idioma e educação.

 “Embora as taxas fiscais sobre os rendimentos são particularmente importante para a procura de segundos passaportes em todo o mundo,

constitiui um elemento motiva-dor para os sul-africanos, particularmente para aqueles que consideram que nada recebem em troca dos impostos que pagam”, disse Gaskell.

 Muitos sul-africanos com rendimentos elevados estão também a aproveitar os programas de “Vistos Gold” em países como Portugal e Malta, para adquirir uma residência permanente.

 “Portugal, por exemplo, tem uma opção onde é necessário um investimento imobiliário mínimo de 500.000 euros”, disse ao jornal Sean Gaskell.