Brasileira Camargo Corrêa eleva para 31% participação na cimenteira portuguesa

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Cimpor

CimporO grupo Camargo Corrêa adquiriu mais 2,5 por cento de acções remanescentes da construtora Teixeira Duarte na Cimpor, elevando para 31,17% a sua participação na cimenteira portuguesa, noticia a imprensa brasileira.

O negócio consolida o grupo brasileiro como maior accionista individual da cimenteira e “converte de vez a Cimpor numa companhia de capital brasileiro, com o controlo de 31,17% dos papéis com direito a voto”, segundo o diário Folha de São Paulo.
 A Camargo Corrêa já havia adquirido da Teixeira Duarte uma participação de 22,17 por cento da Cimpor, tendo de-pois anunciado a compra de mais 6,46% pertencentes ao grupo espanhol Bipadosa.

 A Camargo Corrêa pagou 6,50 euros por acção, valor superior à proposta feita pela CSN, quando a empresa re-formulou a oferta pública de 5,75 euros para 6,18 euros por ação.
 Na primeira oferta pública da CSN, a companhia controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch apresentou uma oferta hostil por 50% mais uma acção ordinária da Cimpor.

 Na nova proposta, a CSN pretende adquirir agora apenas um terço da Cimpor.
 A Votorantim anunciou no início de Fevereiro a compra dos 17,3% da cimenteira francesa Lafarge no capital da Cimpor, em troca de activos no Brasil.
 As autoridades de defesa da concorrência do Brasil suspeitam do envolvimento da Votorantim e da Camargo Corrêa em manobras de concertação para impedir a entrada da CSN no capital da Cimpor.

 A alegada estratégia de concertação, alvo de abertura de uma investigação por parte dessas autoridades, visa impedir a entrada da CSN no mercado de cimentos do Brasil, dominado pela Votorantim.
 A Comissão Europeia autorizou a aquisição da Cimpor pela CSN, considerando que esta não coloca em causa as condições de concorrência no Espaço Económico Europeu (EEE).