Brasil vai continuar a crescer seja qual for o vencedor das eleições presidenciais

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BrasilO embaixador brasileiro em Portugal acredita que o Brasil continuará a crescer em todos os sectores seja qual for o vencedor das eleições presidenciais em Outubro, que tem como os principais candidatos Dilma Rousseff e José Serra.

 “O Brasil vai continuar a crescer, não tenho a menor dúvida. Eu penso que o país vai encontrar, aprimorar seus instrumentos de crescimento, qualquer que seja o candidato eleito (referindo-se a José Serra ou Dilma Rousseff)”, disse Celso Marcos Vieira de Souza.
 A primeira volta das eleições presidenciais brasileiras acontece a 3 de Outubro e os principais candidatos são a ex-ministra do presidente Lula da Silva, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Marina Silva, do Partido Verde (PV).

 A candidata do PT, segundo as sondagens de opinião, está à frente de José Serra nas intenções de voto dos brasileiros, com uma margem de 24 pontos percentuais.
 “O presidente Lula disse uma vez que o país era afortunado por ter dois candidatos como Dilma Rousseff e José Serra. Com isso, ele quis dizer que eram duas pessoas que julga serem capazes de levar adiante o projecto de crescimento do Brasil que ele ajudou a construir”, referiu o embaixador.         
 “Penso que, seja qual for o candidato a vencer, não se deverá afastar muito do que foi feito (pelo governo de Lula da Silva)”, sublinhou o embaixador.
 Segundo o diplomata, “com o caminho escolhido pelo presidente Lula da Silva, ficou provado que o país cresceu com justiça social”, referindo ainda que muitos não acreditavam que isso fosse possível.
 Vieira de Souza pensa que “o grande salto” do Governo de Lula da Silva foi “a melhoria de vida de uma parcela considerável da população brasileira”, já que “cerca de 25 milhões de pessoas ascenderam socialmente” e deixaram a miséria.

 “Eu creio que isso foi conseguido com uma moeda estável, com uma economia em crescimento, sem populismos, sem mágicas, sem controlos de preços, tudo fruto de um trabalho sério, honesto que se estabeleceu no país e que deu resultados que estão à vista de todos”, indicou.
 O diplomata disse ainda que hoje, “o brasileiro médio tem muito mais consciência da relevância da participação do Brasil no cenário internacional como nunca teve” e este factor também pesará na hora do voto.
 Vieira de Souza indicou também que acredita que os eleitores brasileiros em Portugal (cerca de 23 mil do mais de 116 mil brasileiros que vivem em Portugal, sendo que 13 mil estão inscritos para votar em Lisboa e 10 mil no Porto) vão ter “um bom comparecimento às urnas”, independente do voto ser obrigatório.

 Sobre as relações entre Brasil e Portugal durante o governo Lula da Silva, o embaixador diz que “a melhoria destas relações é muito palpável”, sobretudo no crescimento do investimento brasileiro em Portugal.
 “Foi sob a presidência portuguesa da União Europeia (UE) que o Brasil estabeleceu a chamada parceria estratégica com a UE, salientou o embaixador, acrescentando que possibilitou um “diálogo mais aberto e próximo” com o bloco.
 Vieira de Souza finalizou dizendo que todas as solicitações ou apoios entre dois países sempre foram atendidos pelas duas partes.

* Nova sondagem  dá vitória de Dilma Rousseff à 1.ª volta

 A candidata presidencial do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, lidera a disputa com 51 por cento das intenções de voto, o que lhe garante a vitória à primeira volta.
 Na sondagem divulgada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) obtém apenas 27 por cento das intenções de voto nas eleições de 3 de Outubro.
 Em terceiro lugar nas intenções de votos, a candidata Marina Silva, do Partido Verde (PV), registou a preferência de sete por cento do eleitorado brasileiro.

 Os outros candidatos somaram um por cento.
 Na última sondagem do Ibope, realizada entre 12 e 15 de Agosto, a petista Dilma Russeff, apoiada pelo Presidente Lula da Silva, tinha 43 por cento, contra 32 por cento do tucano Serra e oito por cento da candidata do PV.
 Segundo os valores divulgados, numa eventual segunda volta, a ex-ministra da Casa Civil teria a preferência de 55 por cento do eleitorado, Serra, o ex-governador de São Paulo obteria 32 por cento.

 Na pesquisa anterior, as taxas de Dilma e Serra eram de 48 por cento e 37 por cento, respectivamente.
 O levantamento ouviu 2.506 pessoas entre os dias 23 e 28 de agosto em 171 cidades brasileiras, e foi encomendado pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

 O Ibope também mostrou como os eleitores avaliam o Governo Lula. Para 78 por cento dos entrevistados, o Governo é óptimo ou bom, já para 17 por cento, regular; para quatro por cento é ruim ou péssimo.