Bolsa de Valores de Moçambique com capitalização abaixo da média regional

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Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), revela um estudo do Banco de Moçambique. O estudo “O Papel do Mercado de Capitais como Instrumento de Dinamização da Economia” apresentado, em Maputo, no quadro da realização do XXXIX Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, reconhece que o mercado de capitais, embora tendo evoluído nos últimos anos no país, apresenta uma capitalização bolsista muito aquém da média da África a sul do Saara, que é de 60% do PIB.

Em 2000, ano da criação da Bolsa de Valores de Moçambi-que, o nível de capitalização bolsista era de 1% do PIB e em 2014 atingiu cerca de 6%, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.

 Álvaro Loveira, responsável pela apresentação do estudo realizado por uma equipa do banco central, começou por indicar que entre 2000 e 2004 a bolsa serviu apenas para a emissão de Obrigações de Tesouro, a partir de 2005 abrangeu o mercado de acções e em 2011 introduziu a negociação de papel comercial.

 Sublinhou que em termos de empresas cotadas, a bolsa de valores tinha em 2000 apenas duas empresas, número que aumentou para 17 em 2014, número que também está abaixo da média regional que é de 25 empresas.

 O estudo adianta que existe, em Moçambique, um diminuto conhecimento pelas empresas das vantagens de se financiarem no mercado de capitais, receio de exposição das suas contas a um maior escrutínio do público ao publicarem regularmente as mesmas, receio das empresas em abrirem o seu capital a novos accionistas e o baixo nível de capitais, apesar da aprovação do Decreto-lei 4/2009, que criou o segundo mercado e diminuiu o requisito de capital mínimo.