Bispo do Funchal preside amanhã à Missa do Parto na Paróquia do Jardim da Serra

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Bispo do Funchal preside amanhã à Missa do Parto na Paróquia do Jardim da Serra

O Bispo do Funchal, D. António Carrilho, preside amanhã, terça-feira, na paróquia do Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos, à primeira Missa do Parto que, na Madeira, marca o início das celebrações litúrgicas que antecedem o Natal.

 Segundo a agenda divulgada pela Diocese do Funchal, D. António Carrilho preside ainda às Missas do Parto nas paróquias da Sé (16 de dezembro); dos Canhas (17); de São Martinho (18); do Porto da Cruz (20); de Santo António (21) e de Machico (22 de de-zembro).

 As missas do Parto, que decorrem entre 15 ou 16 (depende das paróquias) e 24 de de-zembro, são tidas como uma das maiores tradições religiosas populares do Natal no arquipélago da Madeira, consideradas a adaptação local das novenas ao Menino Jesus praticadas nos séculos XVIII e XIX no norte de Portugal.

 Esta manifestação popular é constituída por um ritual religioso após o qual se segue um convívio no adro da igreja acompanhado por danças e cantares ao som de instrumentos musicais típicos como o rajão, as castanholas, a braguinha, o pandeiro, a gaita, o bombo e o acordeão.

 Estas missas decorrem nos nove dias que antecedem o Natal e assinalam os nove meses de gravidez da Virgem Maria, terminando com a "Missa do Galo", na noite de 24 de dezembro.

 As Missas do Parto acontecem antes do alvorecer, recordando que foi na transição da noite para o dia que nasceu Jesus.

 Cumprindo a tradição, em muitos locais, os residentes juntam-se em romaria ao som de instrumentos musicais, co-mo ao toque do búzio, para se deslocarem até às diferentes paróquias para o ritual religioso, entoando cânticos antigos, alguns dos quais remontam ao tempo do povoamento do arquipélago.

 Depois da missa, juntam-se em convívios nos adros das igrejas, partilhando bebidas e petiscos tradicionais da região e desta quadra.

Patriarca abre "Porta Santa" na Sé de Lisboa e inicia Ano Jubilar

da Misericórdia

O Patriarca de Lisboa, car-deal D. Manuel Clemente, abriu ontem a “Porta Santa”, na Sé de Lisboa, inaugurando o Ano Jubilar da Misericórdia, na Diocese.

 A celebração teve início no Largo da Igreja de Santo António, em frente da Sé, e marcou o início do Ano Jubilar da Misericórdia na Diocese de Lisboa.

 O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Ano Santo que se prolonga até dezembro de 2016, foi convocado pelo Papa Francisco e teve início, no Vaticano, na passada ter-ça-feira, dia da solenidade da Imaculada Conceição, data celebrada quer a Ocidente quer a Oriente.

 O anúncio deste Jubileu da Misericórdia foi feito a 13 de março, no Vaticano, quando o Papa explicou que a iniciativa procurava tornar “mais evidente” a missão da Igreja Ca-tólica de ser “testemunha da misericórdia”.

 O Papa Francisco presidiu, na passada terça-feira, à abertura da “Porta Santa” da Basílica de São Pedro, na Cidade-Estado do Vaticano, dando assim início oficial ao 29.º Jubileu da Igreja Católica.

 "Abri-me as portas da justiça", proclamou Francisco, no breve ritual que decorreu no final da eucaristia à qual presidiu, e que foi celebrada na Praça de São Pedro, antes de empurrar as portas, fechadas desde o Jubileu do ano 2000.

 Francisco referiu-se a esta abertura como um gesto "simples, mas altamente simbólico", e esclareceu: "Entrar por aquela porta significa descobrir a profundidade da mise-ricórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um”.

 “Neste ano, deveremos crescer na convicção da miseri-córdia", apelou o Pontífice, na homilia que proferiu.

 Após Francisco, passaram o Papa emérito Bento XVI, cardeais, bispos e representan-tes de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, em procissão até ao túmulo de São Pedro.

 É este gesto simbólico que o Papa quis ver repetido em todas as Dioceses do mundo neste domingo, enquanto, em Roma, Francisco presidiu à missa com a abertura da “Por-ta Santa” da Basílica de São João de Latrão.

 “Este Jubileu Extraordinário da Misericórdia pretende ser um tempo favorável para que a Igreja, de maneira ainda mais intensa, fixe o olhar na misericórdia e se torne, ela mesma, sinal eficaz do agir do Pai e assim o testemunho dos crentes, seja mais forte e eficaz”, afirma o Papa na Bula de proclamação do Jubileu da Misericórdia.

 Até à actualidade houve 26 Anos Santos ordinários e dois extraordinários, os Anos San-tos da Redenção, em 1933, proclamado por Pio IX, e o de 1983, proclamado por João Paulo II.

 

* Antiga maior árvore de Natal flutuante do mundo volta a iluminar Rio de Janeiro

 

  A árvore que até há um mês detinha o recorde do Guinness por ser a maior árvore de Natal flutuante do mundo iluminou, a noite de ontem, o Rio de Janeiro, pelo 20.º ano consecutivo, com apenas 53 metros de altura.

 A inauguração da tradicional árvore de Natal, montada sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, foi adiada devido aos fortes ventos registados em novembro que, aliás, destruíram parte da infraestrutura que já se tornou um dos símbolos da cidade.

 A árvore flutuante ficou menor, passando do recorde de 85 metros de altura para apenas 53.

 Sob o tema “o Natal da Renovação”, a estrutura, de 350 toneladas, equipada com 2,5 milhões de micro lâmpadas, foi inaugurada com um espectáculo de fogo-de-artifício, de mais de meia hora, que atraiu milhares de pessoas que o contemplaram a partir de di-ferentes locais protegidos da chuva.

 A Lagoa Rodrigo de Freitas localiza-se numa área nobre do Rio de Janeiro e as suas margens estão próximas de alguns dos bairros emblemáticos da cidade, como Ipa-nema, Jardim Botânico e Gávea.