Big Mac é a mais recente vítima da crise económica

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Big Mac

Big MacO Big Mac, símbolo do “fast food” e da globalização económica, é a mais recente vítima da crise económica e financeira na Islândia, que perdeu todos os seus restaurantes da cadeia McDonald´s.

 “A situação económica tornou tudo caro de mais”, afirma Magnus Ogmundsson, director da empresa islandesa detentora da concessão McDonald´s no país, um dos mais rápido e gravemente atingidos pela crise financeira global.
 Os três restaurantes – todos na capital, Reikjavik – vão mudar de nome, manter-se de portas abertas e nenhum dos 90 funcionários sofrerá despedimento.

 Os novos restaurante “Metro” terão ementas elaboradas a partir de alimentos produzidos na Islândia, dado que as importações encareceram substancialmente devido ao colapso da moeda islandesa (krona) e à imposição de tarifas à entrada de produtos estrangeiros.
 A concessionária importava da Alemanha todos os ingredientes McDonald´s, por imposição da marca norte-americana, e a mais recente evolução dos custos sobre importações implicava uma subida de 20 por cento no preço do Big Mac, de 650 krona (5,29 dólares) para 780 krona (6,36 dólares), o que o tornaria no mais caro do mundo.

 Actualmente, Suíça e Noruega têm “ex-aequo” a mais cara versão do hamburger mais famoso do mundo, a 5,75 dólares, de acordo com o índice Big Mac 2009, elaborado pela revista The Economist como uma medida do custo de vida em todo o mundo.
 “Não acredito que alguma coisa aconteça nos próximos anos que venha alterar a situação de maneira significativa”, afirmou Magnus Ogmundsson.

 A McDonald´s chegou em 1993 à Islândia, país nórdico que se torna agora no nono em todo o mundo a assistir à partida da marca norte-americana.
 Depois de em Barbados (1996) o Big Mac não ter aguentado mais de seis me-ses de baixas vendas, em 2002 a multinacional decidiu encerrar operações não lucrativas em sete países.

 Actualmente, a McDonald´s actua em 119 países, espalhados por seis continentes.