Berardo diz que assembleia geral do BCP acaba com a pouca vergonha

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Joe Berardo

Joe BerardoO empresário e accionista do Millenium bcp Joe Berardo afirmou que a assembleia geral de segunda-feira marca o início de “uma nova era” no banco e constitui “uma vitória para os accionistas”. “Felizmente que a era de Jardim Gonçalves está ultrapassada”, sustentou Berardo à saída da reunião, satisfeito com a decisão de extinguir o Conselho Superior do BCP e de reduzir “substancialmente” as remunerações dos membros dos órgãos sociais.

Na AG, a eleição de um novo Conselho Geral e de Supervisão foi acompanhada pela apreciação de uma nova política de remuneração deste órgão, já aprovada pela comissão competente, que “perspectiva uma redução do custo do funcionamento que se estima em cerca de 50 por cento”, segundo a declaração apresentada aos accionistas.

Para Berardo, esta redução é “para bem de todos os accionistas” e acaba com “a pouca vergonha” que até agora dizia acontecer. “Esta é a maior instituição privada portuguesa e haver abusos daquela maneira não podia ser”, sustentou. O antigo administrador e presidente do BCP, Filipe Pinhal, saiu também satisfeito da assembleia-geral, no Edifício da  Alfândega, no Porto.

“A readequação vai no sentido da unidade ao nível dos órgãos de comando do banco”, disse, salientando que “com concentração de poderes vai haver maior coordenação”. O advogado da Sonangol, principal accionista do BCP, congratulou-se também com a forma como decorreram os trabalhos e com a aprovação de todos os pontos que foram a otação, afirmando que a empresa “está no BCP para ficar”.