Benfica sem Matic, com má exibição cede preciosos pontos frente ao Arouca

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Benfica sem Matic, com má exibição cede preciosos pontos frente ao Arouca

O Benfica empatou  com o Arouca , em jogo da 12.ª jornada da Liga de futebol, com uma exibição medíocre, sen-do que, desta vez, não houve um Matic para resolver.

 Em termos comparativos, a exibição dos "encarnados" foi ainda mais fraca do que há 15 dias, frente ao Sporting de Braga, com a diferença de que nessa altura houve um Matic que nåum rasgo individual assegurou uma vitória feliz ao Benfica. O médio sérvio dos não pôde actuar devido a castigo disciplinar.

 O treinador do Arouca, Pedro Emanuel, optou por uma estratégia idêntica à de Je-sualdo Ferreira, um 4x3x3 que se transformava num 4x5x1, um bloco baixo e compacto, com o meio-campo encostado à linha defensiva, a encurtar es-paços de progressão no último terço do campo ao Benfica.

 A equipa da Luz voltou a pecar na mesma pecha do jogo com os minhotos, ao imprimir uma dinâmica baixa ao jogo, com raras mudanças de velo-cidade, o que tornou o seu jogo previsível e mais facilmente neutralizável por uma equipa que nunca se disposicionou por força das circunstâncias.

 A verdade é que a equipa nortenha nunca esteve a perder ao longo do jogo, ao contrário do Benfica, que foi sempre obrigado a correr atrás do resultado, o que teve como consequência o aumento dos níveis de ansiedade dos joga-dores à medida que o tempo se escoava.

 O Arouca chegou à vantagem praticamente na primeira vez que se acercou da baliza "encarnada", aos 18 minutos, por David Simão, na execução de um livre directo junto à linha lateral, em que a bola entrou sem tocar em nenhum joga-dor, traindo Artur.

 Nem mesmo esse golo teve o condão de espevitar o Benfica, cujos jogadores revela-ram uma falta de alma gritante, transmitindo a ideia de que o jogo se resolveria mais tarde ou mais cedo, até pela fragilidade que o adversário transparecia, remetido lá atrás, incapaz de esticar o jogo até à área contrária.

 Por outro lado, voltou a ser noite não de Lima, que, aos 25 e 32 minutos, teve o golo do empate na cabeça, a cruzamentos de Gaitán e Rodrigo, respectivamente, permitindo duas boas defesas a Cassio.

O Benfica empatou aos 40 minutos, numa jogada pelo flanco direito, com Maxi Pereira a cruzar rasteiro para a entrada da pequena área, onde surgiu Rodrigo a encostar para o fundo das redes.

 No entanto, dois minutos depois, praticamente na segunda vez que o Arouca chegou à área "encarnada", num pontapé de ressaca que apanhou toda a defesa do Benfica a "dormir", Roberto falhou o 2-1 na cara de Artur.

 Na segunda parte, Raul José, adjunto de Jorge Jesus – cumpriu o terceiro jogo de castigo na Liga -, mexeu na equipa e tirou o desastrado Bruno Cortez, recuou Gaitán para lateral e fez entrar Sulejmani para a ala esquerda, mas o Benfica continuou a pecar pela mesma pecha, a lentidão com que desenvolveu os seus lances ofensivos, sem acelerações, sem criatividade, facilitando o trabalho a um adversário que defendia com nove unidades.

 O tempo ia passando, com o público na expectativa de que o Benfica pudesse chegar ao segundo golo num dos muitos lances de bola parada de que dispôs, quando o Arouca chegou ao segundo golo, em mais uma desconcentração imperdoável da defesa "encarnada", em que, depois de um lançamento lateral, Pintassilgo entregou em Serginho, que, completamente livre, recolocou a sua equipa na frente.

 Os jogadores do Benfica passaram a jogar em sofre-guidão, unicamente com o co-ração, a recorrer a um jogo mais direto, e nem o facto de estar a jogar com quatro pontas de lança – Funes Mori, Lima, Rodrigo e Ivan Cava-leiro – lhe valeu de grande coisa, porque faltou discernimento e porque a defesa do Arouca, então sim de frente para a bola, tudo foi devolvendo.

 O único lance que não conseguiu evitar foi um pênaltí sobre Sulejmani, aos 83 minutos, que Lima transformaria, fixando o resultado final.