Benfica muito coeso e confiante vence intranquilo FC Porto no Dragão

0
76
Benfica

BenficaO Benfica colocou um pé na final da Taça de Portugal em futebol, após justo triunfo por 2-0 na visita ao FC Porto, na primeira mão das meias finais, em que jogou 30 minutos reduzido a 10.

 A primeira vitória de Jorge Jesus como treinador nas 12 visitas ao FC Porto foi conseguida com golos de Fábio Coentrão (6 minutos), expulso aos 59 por acumulação de cartões amarelos, e Javi Garcia (26), em desafio parco em emoção e oportunidades de golo.
 O campeão nacional foi seguro e sereno na defesa, solidário na pressão em todo o campo e muito eficaz no ataque, perante uma equipa demasiado tremida atrás, amarrada no “miolo” e sem criatividade e explosão ofensiva, faltando-lhe uma referência na área.

 A defesa portista revelou-se anormalmente intranquila e pagou caro logo no primeiro lapso: Maicon e Helton hesitaram a atacar a bola aparentemente controlada, permitindo que o lateral esquerdo Fábio Coentrão se intrometesse e tocasse para o fundo das redes.
 A organização e pressão alta do Benfica manietava a construção ofensiva dos portistas, que, num jogo muito dividido, se revelavam parcos em imaginação e objetividade.
 No melhor lance portista, Varela tabelou com Sapunaru e cruzou para a pequena área onde apareceu James Rodriguez, sozinho, a cometer a “proeza” de não acertar na bola.

 Na resposta, Rolando atrasou para Helton, que não controlou uma bola fácil, motivando a insistência de Cardoso, mas, no limite, o guarda-redes conseguiu desviar a bola.
 Após bom lance de Fábio Coentrão, os portistas revelaram muitas cerimónias em aliviar e a bola sobrou para Javi Garcia (26), que, fora da área, disparou seco e colocado, ampliando para o 2-0.
 Varela (32) era o único a fazer a diferença, mas, depois de sentar César Peixoto, atirou de forma disparatada, quando estava na área enquadrado com a baliza.

 Aos 37, Fábio Coentrão pareceu derrubar Belluschi na área, mas o árbitro mandou seguir: em cima do intervalo, uma “bomba” de Hulk foi desviada com dificuldade por Júlio César.
 Como lhe competia, o FC Porto pressionou mais após o reatamento, mas sem o melhor discernimento, enquanto o Benfica, com 10 a partir dos 59, continuava sereno e geria eficazmente, mesmo que mais recuado.
 Pouco esclarecidos, os “dragões” carregavam, mas sem arte para ultrapassar a mura-lha “encarnada” – quando o faziam, não havia um “matador” na zona de decisão.

 Os pupilos de André Villas-Boas não conseguiram criar uma única oportunidade de golo na etapa complementar e foi mesmo Helton, com defesa acrobática com o pé, a evitar o terceiro, a remate de Cardozo (81), liberto na área.

 FICHA DE JOGO:
 Encontro no Estádio do Dragão, no Porto.
 Resultado:
 FC Porto – Benfica, 0-2.
 Ao intervalo: 0-2.
  0-1, Fábio Coentrão, 6 minutos.
 0-2, Javi Garcia, 26.

 Equipas:
 FC Porto: Sapunaru, Rolando, Maicon, Sereno (Ruben Micael, 79), Fernando, João Moutinho, Belluschi (Guarin, 64), James Rodriguez (Cristian Rodriguez, 46), Varela e Hulk.
 Benfica: Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, César Peixoto (Airton, 88), Javi Garcia, Gaitán (Jara, 93), Salvio, Fábio Coentrão, Saviola (Aimar, 69) e Cardozo.
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre).
 Ação disciplinar: cartão amarelo a Fábio Coentrão (15 e 59 m), Sereno (33), Hulk (43), James (45), Cardozo (63), Guarin (84), Gaitán (87), Aimar (89) e Júlio César (94)
Assistência: 47.512 espectadores.