Benfica empata em Coimbra e perde a vantagem pontual sobre o seu directo rival

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Benfica empata em Coimbra e perde a vantagem pontual sobre o seu directo rival

O Benfica somou o terceiro jogo consecutivo sem ganhar e ficou à mercê do F.C. Porto. As derrotas em São Petersburgo e em Guimarães tiveram ecos em Coimbra, onde as águias não foram além do zero zero. Depois do trambolhão no Minho, que custou os primeiros pontos às águias desde a 10ª jornada, na visita a Braga, e o consequente encurtamento da

vantagem sobre o F.C. Porto para dois pontos, a visita a Coimbra revestia-se de particular importância. Ainda por cima, tratava-se do jogo imediatamente antes do clássico. Chumbo absoluto.
 A margem de manobra era, portanto, bastante apertada e a vitória afigurava-se como único resultado admissível para a formação de Jorge Jesus. A equipa melhorou em relação ao último jogo, com mais pressão e melhor circulação de bola frente a um adversário que apostou tudo na defesa do nulo. Mas pecou na finalização, desperdiçando várias possibilidades de golo, algumas a roçar o escândalo.

 O jogo abriu praticamente com um lance polémico na área da Briosa, num cruzamento de Bruno César que esbarra num braço de Cédric.
 O Benfica impunha o ritmo e, pouco depois, o “chuta-chuta” chega ligeiramente atrasado a um centro de Gaitán, que rasgou a defesa da casa.
 A primeira grande ocasião apareceu logo a seguir, na cabeça de Pablo Aimar mas Peiser fez uma grande defesa face a um golo iminente. Os encarnados continuam instalados no meio-campo da Académica, chegavam rapidamente a zonas de finalização, mas, uma vez lá chegados, faltava sempre qualquer coisa.

 Maxi Pereira e Matic destacavam-se nesta fase do jogo, empurrando a equipa para a frente, perante um adversário que convidava ao ataque, mas quando a bola não falhava o alvo havia Peiser ou um defesa mais afoito. Cardozo, de folha seca, esgotaria as oportunidades da primeira parte, outra vez num remate por cima.
 Era evidente que o Benfica tinha de dar mais poder de fogo ao ataque e se, em Guimarães, Jesus foi criticado por ter entrado com um onze demasiado ofensivo além de ter demorado a mexer na equipa, em Coimbra, o técnico encarnado fez o contrário. Ao intervalo, mudou o o 4-2-3-1 para um 4-1-3-2 , com a troca de Matic por Nélson Oliveira.
 O jovem avançado, recente aposta de Paulo Bento na Selecção A, entrou com a corda toda, isolou-se, e, logo na primeira jogada da segunda parte, ficou a centímetros do golo. A Académica ainda respondeu, mas havia, definitivamente, mais vermelho na partida. Prova disso foi a bola enviada à barra por Flávio Ferreira, num corte providencial quando Cardozo tinha tudo para marcar.

 Peiser também ajudou a manter o marcador a zero, num par de defesas consecutivas a remates de Nélson Oliveira e Maxi Pereira. Os estudantes defendiam-se como podiam da avalancha ofensiva encarnada, às vezes até re-correndo à falta, como aconteceu num derrube de Flávio Ferreira sobre Aimar em plena área que o árbitro não terá visto.
 O Benfica perdia discernimento, à medida que o tempo passava e o golo não aparecia. De bola parada, Nélson Oliveira voltou a falhar o alvo de forma incrível.

 No final, a Briosa, que tem marcado passo na Liga, voltou a ter razões para sorrir de-pois da qualificação para o Jamor, que até meteu um “atropelo” ao F.C. Porto. Esta época, no Mondego, só mesmo os portistas conseguiram passar para o Campeonato.
 Com este empate, o Benfica soma três encontros seguidos sem saborear a vitória. Foi derrotado pelo Zenit e V. Guimarães.
 Sexta-feira recebe o FC Porto no Estádio da Luz.