Benfica derrota Leixões e garante lugar nas meias-finais da Taça da Liga

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Benfica derrota Leixões e garante lugar nas meias-finais da Taça da Liga

O Benfica venceu o Leixões por 2-0, em jogo do Grupo D da Taça da Liga em futebol de fraco nível técnico e no qual as segundas linhas "encarnadas" desperdiçaram a oportunidade concedida por Jesus.

 Apesar de se apresentar a um nível mais baixo, o Benfica dominou o encontro e chegou à vantagem aos 28 minutos, por Djuricic, tendo Ivan Cavaleiro, aos 87, ampliado a vantagem e confirmado desde já o apuramento da equipa para as meias-finais da prova.

 A história do jogo resume-se a um domínio territorial do Benfica durante os 90 minutos, perante um adversário cuja fragilidade foi gritante, mas um domínio inconsequente fruto de um futebol sem dinâmica e sem fluidez por notória falta de rotinas de jogo e de automatismos entre os habituais suplentes do plantel "encarnado".

 Jorge Jesus apresentou um "onze" sem qualquer dos titulares que alinhou frente ao FC Porto para o campeonato na última jornada, procurando dar mais minutos de jogo aos menos utilizados, mas a maioria deles enjeitou a oportunidade de mostrar serviço ao treinador.

 Além da falta de ligação entre sectores, que era mais notória nos movimentos ofensivos, o Benfica impôs desde o início um ritmo baixo, o que permitiu sempre à defesa do Leixões, posicionada num bloco baixo, ir anulando com maior ou menor dificuldade as tentativas do ataque "encarnado".

 No entanto, houve casos individuais que roçaram a mediocridade, desde logo o holandês Ola John, que aliou a pouca inspiração a pouco empenhamento, o próprio Djuricic, a despeito de ter marcado o primeiro golo, e o ponta de lança Funes Mori, que foi sempre um corpo estranho no ataque.

 De resto, Jorge Jesus "perdeu a paciência", substituindo estes três jogadores pelos ti-tulares Markovic, Rodrigo e Lima, quase simultaneamente, aos 64 e 67 minutos, por-que eram, de facto, as unidades mais apagadas.

 É verdade que não se pode dizer que tenha havido algum jogador do Benfica que ti-vesse justificado a oportunidade, desde Artur, cuja insegurança e ansiedade vieram ao de cima numa falha aos 29 minutos, a todo o sector defensivo, face a um adversário inexistente em termos ofensivos, com um jogador na frente, Mailo, cuja incompe-tência foi notória.

 No entanto, houve jogadores que fizeram os "mínimos" e, sobretudo, que mostraram pelo menos empenho, como foi o caso, acima de todos, de Ivan Cavaleiro, sempre inconformado à procura da bola e a abrir espaços de penetração pelos flancos, de Rúben Amorim e Fejsa.

 O Benfica chegou cedo ao golo, aos 28 minutos, por Djuricic, e manteve a mesma baixa intensidade de jogo, que se foi arrastando e tornando cada vez mais sonolento, sem sequer criar oportunidades de golo, fechando aos 87, por Ivan Cavaleiro.