Benfica derrota FC Porto e qualifica-se para a final da Taça de Portugal com o Rio Ave

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Benfica derrota FC Porto e qualifica-se para a final da Taça de Portugal com o Rio Ave

O Benfica apurou-se na quarta-feira para a final da Taça de Portugal em futebol, ao ven-cer (3-1) o FC Porto, uma caricatura da equipa campeã nacional, incapaz de tirar partido de ter jogado 60 minutos com mais um jogador.

 A equipa “encarnada” é finalista da Taça com todo o merecimento, por ter sido su-perior ao FC Porto em todas as vertentes do jogo, no plano técnico, tático, físico e até em determinação e entrega ao jogo.

 Tão superior que se "deu ao luxo" de jogar cerca de 60 minutos com menos um jo-gador, por expulsão de Siqueira, aos 28, e mesmo depois de ter visto o FC Porto empatar, aos 52, o que o colocava à beira do apuramento, uma vez que o Benfica estava obrigado a marcar mais dois golos, em inferioridade numérica.

 De resto, o golo do FC Porto "caiu do céu", visto que a equipa nada tinha feito para o justificar, decorrendo de um lance de inspiração de Varela – um dos piores portistas em campo -, no qual a defesa “encarnada” também comprometeu. André Almeida foi batido duas vezes, mas a dobra devia ter aparecido e não apareceu.

 Mesmo em inferioridade numérica, o Benfica mostrou “ter alma” para dar a volta ao jogo e foi de novo “para cima” de um FC Porto incapaz de segurar a bola e controlar o jogo, forçando a defesa portista a cometer erros individuais e colectivos.

 O segundo golo do Benfica surgiu na transformação de um penálti, aos 59 minutos, por Enzo Perez, na sequência de uma falta de Reyes sobre Salvio na área, na qual ficou bem patente a ingenuidade do defesa mexicano, que, dois minutos depois, perturbado, ofereceu o golo a Rodrigo, mas este escorregou na hora de finalizar.

 O Benfica precisava de marcar mais um golo para assegurar o apuramento e mante-ve a pressão sobre o FC Porto, que foi sempre uma equipa intranquila e sem "alma", sem identidade, na qual é evidente um défice de qualidade, mas na qual foi mais marcante o fraco rendimento de jogadores da categoria de um Danilo, de um Alex Sandro, de um Jackson Martínez.

 Neste contexto, não foi surpresa o aparecimento do terceiro golo dos “encarnados”, aos 80 minutos, num bom gesto técnico de André Gomes, a premiar a equipa que mais fez por ganhar o jogo e a eliminatória perante uma “caricatura” do campeão nacional.

 O FC Porto fez uma primeira parte lastimável, desde logo pela entrada frouxa que teve na partida, devido à postura expectante e passiva que adoptou, perante um Benfica que, sem "entrar a matar", mostrou que queria chegar cedo ao golo.

 A diferença esteve na dinâmica que o Benfica imprimia às suas acções ofensivas, em contraste com a postura muito posicional do FC Porto, sobretudo graças a três unidades que chegam a esta altura da época a transpirar frescura e em forma – Sálvio, Rodrigo e Gaitán (Enzo Perez não esteve tão exuberante como nos últimos jogos).

 O Benfica podia ter-se adiantado no marcador logo aos quatro minutos, após explo-são de Rodrigo à linha, a oferecer o golo a Salvio, mas o golo chegaria aos 17 minutos, com estes mesmos protagonistas, mais Gaitán, de quem partiu o cruzamento milimétrico para a cabeça de Salvio, a bater Fabiano ao poste mais distante.

 O Benfica era a única equipa que procurava marcar e a única que estava a ser capaz de dar esticões no jogo, muito por "culpa" do trio Salvio, Gaitán e Rodrigo, perante um FC Porto cujas transições eram caracterizadas por uma lentidão exasperante que tornava os seus lances ofensivos completamente previsíveis.

 Era este o cariz do jogo quando Siqueira vê dois amarelos em dois minutos, o segundo dos quais uma infantilidade – entrada por trás e sem bola a Quaresma -, deixando o Benfica reduzido a 10 unidades a partir dos 28 minutos.

 A equipa da Luz baixou de imediato as linhas e o FC Porto foi "obrigado" a subir, mas fê-lo sempre com a mesma lentidão, futebol lateralizado, denunciado, previsível, sem mudanças de velocidade que pudessem criar desequilíbrios. Tinha mais um jogador em campo, mas parecia ter menos um ou dois.