Benfica dá a volta após entradas de Enzo Peréz e Lima e vence Newcastle para a Liga Europa

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Benfica dá a volta após entradas de Enzo Peréz e Lima e vence Newcastle para a Liga Europa

O Benfica voltou a ter "estrelinha da sorte" na Liga Europa de futebol, na vitória por 3-1 sobre o Newcastle, nos quartos-de final da prova, mas o momento crucial foi a entrada em campo de Enzo Peréz e Lima.

 Jorge Jesus resolveu descansar estes dois titulares, dando oportunidade a André Gomes, que não jogava desde o jogo com o Bayer Leverkusen, e o Benfica teve 25 minutos iniciais para esquecer, durante os quais o Newcastle fez um golo e esteve à beira do segundo.

 Três minutos depois de ter entrado em campo, Lima, que entrou para o lugar de Rodrigo (autor do primeiro golo), colocou o Benfica em vantagem no marcador, aos 65 minutos, aproveitando um mau atraso de Santon, e cinco minutos volvidos, um penálti cometido por Steven Taylor, permitiu a Cardoso aumentar para 3-1, à segunda tentativa.

 No espaço de cinco minutos, o Benfica deu completamente a volta ao marcador, viragem para a qual as entradas de Enzo Peréz e Lima foram determinantes.

 A equipa ganhou maior dinâmica a meio campo e profundidade na frente atacante e com os dois golos sofridos os ingleses foram forçados a subir mais no terreno e a abrir espaços explorados pelo ataque encarnado, que se libertou do espartilho em que estava metido.

 De resto, o Benfica só não foi mais longe no resultado porque, aos 77 minutos, Jesus, que prometeu arriscar, preferiu não correr riscos, trocando Cardozo por Maxi Pereira, o que conferiu maior consistência ao meio-campo, mas reti-rou profundidade e presença na área.

 O Newcastle surpreendeu o Benfica pela forma como abordou o jogo, num 4x4x2 mais subido do que seria de esperar, agressivo e pressionante na recuperação da bo-la, para o qual os encarnados não estavam preparados.

 O incrível número de passes falhados pelo Benfica na saída de bola e na segunda fase de construção de jogo, o que permitiu ao Newcastle recuperar o esférico bem à frente e sair em rápidas transições ofensivas, como a que deu origem ao golo dos ingleses, aos 12 minutos.

 Uma bola metida nas costas de Melgarejo, da zona de co-bertura de Gaitán – isolou Sis-soko sobre o flanco direito, cujo cruzamento apanhou Cissé a encostar para o fundo das redes à entrada da pequena área, antecipando-se aos centrais encarnados.

 O primeiro aviso sério dos ingleses aconteceu logo aos três minutos, quando Artur salvou o Benfica do primeiro golo dos "magpies" aos pés de Cissé, a passe de Mar-veux, emendando um erro de Luisão, naquela que foi a primeira oportunidade soberana da partida.

 O Benfica acusou muito nesse período a falta de ritmo de André Gomes e a falta de inspiração dos alas Olá John, em particular, e Gaitán, quer nas saídas de bola quer nos lan-ces de um contra um, além da tendência para "caírem" em diagonais interiores, quando a equipa pedia abertura da frente de ataque.

 A excepção à mediocridade geral do Benfica nos primeiros 25 minutos foi mesmo Matic, a unidade mais esclarecida dos encarnados, com clarividência e qualidade de passe nas saídas para o ataque.

 Um momento importante do jogo foi o minuto 23, quando Cissé só com Artur pela frente, mais uma vez a passe de Sissoko, rematou ao poste, após um desvio subtil do guarda-redes.

 Tanto mais que, dois minutos volvidos, o Benfica restabeleceu o empate, numa jogada iniciada num grande passe de Matic para André Gomes, concluído com um remate de Cardozo, rechaçado pelo guarda-redes Tim Krul, permi-tindo a Rodrigo a recarga vitoriosa.

 Este golo foi o ponto de viragem da partida, embalando o Benfica para um bom quarto de hora final da primeira parte, a impor, finalmente, o seu futebol habitual, dinâmico, de toque de bola em progressão, criativo e incisivo.

 Nesse período, o Benfica passou a conseguir colocar a bola nos médios e nos alas, entre linhas, com tempo para fazerem a rotação e partirem para cima da linha defensiva inglesa, o que até aí não ti-nham conseguido muito por mérito do "pressing" do Newcastle e da forma com este defendia com as linhas su-bidas e muito compactas.

 Na segunda parte, o Benfica conseguiria mesmo dar a volta ao marcador, com os golos de Lima, pouco depois de Cissé ter acertado de novo no poste, e Cardozo, que foi obrigado a repetir a marcação da grande penalidade.