Benfica a jogar com nove, em Turim, elimina a Juventus e vai à final

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Benfica a jogar com nove, em Turim, elimina a Juventus e vai à final

O Benfica escreveu na quinta-feira mais uma página heroica na sua história, selando, com nove “gigantes”, na casa da Juventus (0-0), o apuramento para a sua 10.ª final europeia da sua história e segunda consecutiva na Liga Europa.

 Depois do triunfo caseiro por 2-1, o treinador Jorge Jesus pensava que era preciso marcar em Turim, para voltar a esta cidade italiana, para a final de 14 de Maio, mas bastou não sofrer, anular o ataque da “Juve”, que quase não teve ocasiões de golo.

 A formação “encarnada” conseguiu-o muito tempo com 10, por culpa de uma expulsão mais do que forçada de Enzo Perez, aos 67 minutos, e mesmo com nove, nos oito minutos de descontos, depois de Garay sair lesionado.

 Os “treinos” com o FC Porto, que eliminou em inferioridade numérica da Taça de Portugal e da Taça da Liga, terão sido preciosos, pois o conjunto de Jorge Jesus não se ressentiu minimamente, continuando a jogar com enorme confiança.

 O “nulo” selou a 10.ª final – a segunda seguida após o desaire com o Chelsea em 2013 -, mais uma ocasião para o Benfica acabar com a “maldição” de Guttmann, o técnico húngaro que levou o clube a dois títulos europeus e disse que os “encarnados” jamais voltariam a ganhar sem ele.

 Falta derrotar o Sevilha, a 14 de Maio, novamente em Turim, pelo menos sem Enzo Perez, Markovic, que foi expulso já depois de ter sido substituído, aos 89, após confusão junto aos bancos, e Salvio, após um cartão amarelo aos 90+6 minutos.

 Em relação à primeira mão, Jorge Jesus procedeu a quatro alterações, fazendo entrar Oblak, Ruben Amorim, Gaitan e Lima para os lugares de Artur, André Gomes, Sulej-mani e Cardozo, enquanto Conte trocou Marchisio e Vucinic por Vidal e Lllorente.

 O Benfica entrou no seu 4-4-2 habitual e muito personalizado, conseguindo assustar a “Juve” logo no minuto inicial, num remate de Rodrigo contra o braço de Lichsteiner.

 Seguiu-se um canto, com a bola a andar junto da área italiana até aos dois minutos.

 Talvez por ter sentido o “toque”, a Juventus não conseguiu assumir o comando do encontro e, nos primeiros 20 minutos, apenas efectuou dois remates com relativo pe-rigo, ambos por Vidal.

 Perante um Benfica com dificuldades em ter a bola, em sair para o ataque, a Juventus começou a instalar-se mais no meio campo contrário, mas sem incomodar verdadeiramente Oblak.

 Na fase final da primeira parte, e mesmo sem conseguir asfixiar os “encarnados”, a equipa italiana criou as melhores ocasiões, em dois cabeamentos de Vidal (36 e 45+1 minutos), o segundo salvo na linha por Luisão, e um de Bonucci (43).

 Após o intervalo, foi do Benfica a primeira ocasião, com Rodrigo a rematar por cima da barra, depois de um lançamento lateral de Siqueira desviado pela cabeça de Garay. A “Juve” só respondeu aos 62 minutos, num livre de Pirlo detido por Oblak.

 Pouco antes, o árbitro Mark Clattenburg, muito pouco à inglesa, tinha começado a “distribuir” cartões e, no espaço de sete minutos, mostrou dois a Enzo Perez, expulsando o argentino aos 67 minutos. A “Juve” sempre o conseguiu tirar do jogo.

 Com 10, como recentemente em dois com o FC Porto, o Benfica não se desuniu, não tremeu, manteve-se igual a si próprio e foi já com nove, quando Garay saiu lesionado, que chegou o único sobressalto, aos 90+6. Osvaldo cabeceou, Oblak defendeu.

 Nos derradeiros dois minutos dos oito que acabou por durar a compensação, o “nove” de Jesus conseguiu levar o jogo para o meio contrário e selar a final. Não haverá Enzo Perez, Markovic e Salvio, mas há sempre o “Manel”.