Bélgica anuncia 30 milhões de euros para a reforma agrária na África do Sul

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 O governo belga vai disponibilizar 30 milhões de euros (522.9 milhões de randes) para assistir no processo de reforma agrária na África do Sul.

 O anúncio foi feito pela ministra de Relações Internacionais e Cooperação, Lindiwe Sisulu, no final de uma reunião, em Pretória, com o vice-primeiro-ministro da Bélgica, Didier Reynders, que é também ministro das Relações Exteriores.

Na conferência de imprensa conjunta, realizada na passada segunda-feira, o ministro belga sublinhou a necessidade de a África do Sul “manter o equilíbrio” no processo de revisão constitucional preconizada pelo governo do Congresso Nacional Africano (ANC).

 “Estamos certos de que é necessário haver firmeza no processo de reforma agrária, porque foi o começo [do] processo de reconciliação no país”, disse Reynders.

 “A importância do processo é ser suave”, disse Reynders. “Claro, que precisamos de ver uma situação equilibrada. É uma questão difícil em muitos países, por isso é necessário ter a certeza de que é um pro-cesso equilibrado. Não queremos expressar uma visão extrema sobre isso”, declarou o governante belga antes de viajar depois para Angola.

 Por seu lado, a ministra Lindiwe Sisulu disse que Reynders indicou que a África do Sul deveria talvez “educar o mundo” sobre a sua posição sobre a terra.

 “Talvez tenhamos sido mal compreendidos. E apreciei o seu conselho dizendo-lhe que  estamos a trabalhar nesse sentido para educar a comunidade internacional sobre os nossos planos de redistribuição da terra”, disse Sisulu.

 “Em síntese, o governo belga entendeu a nossa posição desde a primeira hora, desde o início que nos acompanha, e já destinou 30 milhões de euros para o processo”, afirmou a chefe da diplomacia sul-africana.