Basílio Horta participou no Fórum Empresarial Portugal-África do Sul em Joanesburgo

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Basílio Horta

Basílio Horta O dr Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio de Portugal (AICEP Portugal Global), acompanhado de uma delegação de 60 empresários, quadros superiores de companhias portuguesas, participou no fórum entre a República da África do Sul e Portugal, que contou com o apoio do grupo de investimentos moçambicano Whatana, no qual está envolvida a mulher do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela.

 O encontro entre o presidente do AICEP e a sua delegação com os possíveis parceiros comerciais da maior economia da África a Sul do Saara teve lugar na quarta-feira, numa das salas do Hotel Michelangello, na zona de Sandton, em Joanesburgo.
 O embaixador português na África do Sul, dr João Ramos Pinto, bem como o cônsul ge-ral de Portugal em Joanesburgo, dr Carlos Pereira Marques, marcaram a sua presença neste encontro que  também  contou com a estreita colaboração da Agência para o Desenvolvimento Económico de Gauteng (GEDA), representada por Mudunwazi Baloy, Rui Fragozo e Blake Mosley-Lefatola, bem como Iqbal Brian Soldaad, da TISA, (Trade & Industrial South Afrca Associaion.

 Como oradora final o fórum teve o privilégio de contar com Graça Machel, que conhece muito bem as realidades da economia portuguesa, bem como das suas actuais aspirações nesta sua deslocação à África do Sul à procura de novos mercados.
 Jorge Moreira,  adido comercial da Embaixada de Portugal, usou da palavra para elucidar os presentes sobre a agenda de trabalhos e para apresentar os oradores.

 Dr Basílio Horta foi o primeiro orador, e durante a sua intervenção procurou elucidar os participantes sobre a importância de Portugal como parceiro económico no continente africano, principalmente em Angola e Moçambique.
 A traços largos deu uma ideia sobre a alta tecnologia que Portugal pretende exportar, dando importância à produção de energia renovável bem como à  hídrica e à eólica,

 O presidente da AICEP mencionou que se fez acompanhar de 60 empresários entre eles os representantes da EFACEC, Frulact, Grupos Mota Engil e Visabeira, Martifer, Resul, SORD e Solidal, que  há décadas já estão inseridos nos países de expressão portuguesa, como parceiros comerciais.
 Mas o grande passo que a economia portuguesa pretende dar, com esta visita à África do Sul é encontrar parceiros comerciais, não só para aumentar as trocas comerciais, como também, como objectivo principal, entrar nos países anglóficos vizinhos, tais como a Zâmbia, Tanzânia, Quénia, Zimbabwé e outros mais.

 A África do Sul e seus empresários seriam os parceiros ideais para o estabelecimento dessa ponte comercial, pois devido ao bom relacionamento são profundos conhecedores das relidades económicas desta vasta região com cerca de 250 milhões de habitantes.
 Depois da intervenção do dr Basílio Horta falou Blake Mosley-Lefatola representante da GEDA, que durante a sua intervenção, elucidou os presentes da importância da Província do Gauteng no panorama económico da África do Sul.
 A dado passou chegou a afirmar: “Quando o Gauteng espirra, todo o país fica doente” uma forma muito explícita de dimensionar a importância que a  Província tem no contexto económico da Nação sul-africana.

 Apesar de ser a Província mais pequena da “Rainbow Nation”  é a mais rica em re-cursos ninerais, industriais e no factor Humano.
 De seguida tomou a palavra Brian Soldaad, director da Trade & Industrial South Africa, que depois de dar as boas vindas às missões comerciais, aproveitou para dissertar sobre as potencialidades de um investinento na Áfica do Sul como também procurou esclarecer potenciais investido-res sobre a posição estratégica do país, sendo uma plataforma de entrada para os paí-ses vizinhos.
 A certo ponto da sua intervenção, mencionou algumas das leis vigentes no país no tocante a parcerias comerciais ou industriais, entre sul-africanos e investidores estrangeiros. Pediu para que os investidores fossem devidamente esclarecidos nesta matéria importante.
 A terminar voltou a vincar a importância da Província do Gauteng no panorama eco-nómico sul-africano, não esquecendo os portos de Durban e de Porto Elizabeh e o seu inusitado movimento, na importação e exportação.

 Nuno Quelhas, da Whantana Investments, na sua intervenção, pois foi o orador a seguir, deu uma panorâmica geral do crescimento da empresa em Moçambique em diderentes sectores da economia do país.
 Em representação do sector bancário, Júlio Lopes, do Mercantile Bank, elucidou os presentes sobre a situação actual da Banca na África do Sul.
 Não se esqueceu de mencionar os “gigantes” que dominam esta faceta da economia sul-africana, tais como o Grupo ABSA, o First National Bank e o Standard Bank.

 `falando sobre o Mercantile Bank, esclareceu que se trata de uma empressa vocacionada à comunidade portuguesa, contando com 450 funcionários. Dentro das suas limitções tem vindo a desempenhar a sua missão de servir os seus clientes.
 A presença de Graça Machel, sem menosprezar a presença dos outros oradores que a precederam, poderemos considerar o momento alto deste Forum.
 Graça Machel, comçou por saudar o embaixador de Portugal, entidades presntes e os empresários.
 Com as palvaras precisa a certo passo Graça afirmou:
 “Temos aqui nesta sala empresários portugueses e sul-africanos, à procura de uma plataforma de entendimento para poderem estabelecer contactos e parcerias que, a concretizar serão muito benéficas para os dois países.
 Mas eu pergunto, aqui na sala aos empresários sul-africanos. O que é que sabem de Portugal?
 Que é um país pequeno e que tem muitos imigrantes neste país…
 Pois é Portugal é um país pequeno, mas como uma situação priveligiada na Europa, que tem seculares laços de união com o continente africano, principalmente com Angola e Moçambique.

 Existem relações comerciis ente Portugal e a África do Sul em constante crescimento mas agora procura-se ir mais longe e estou certa que nós Áfica do Sul poderemos ajudar Portugal a atingir os seus objectivos.
 Poderemos ser a plataforma, a ponte de união que procuram para poderem entrar em outros mercados onde nós já estamos estabelecidos, o caso da Zámbia, Malawi, Swazilândia, Quénia, Zimbabwé, Namíbia e muitos outros.
 Será benéfico para Portugal, para a Áfica do Sul e pra os outros países.
 Como Portugal é pequeno, serão pequenas e médias empresas que nos procuram. Esatenos sempre em pé de igualdade. Não iremos ter um “Big Brother” a impor as suas leis na África Austral. Será um parceiro que trará a sua alta tecnologia que em muito irá ajudar as economias destes países que albergam 250 milhões de habitantes.

 Tenho a certeza que muito em breve vamos ter a oportunidade de iniciar de facto as negocições e estabeler laços  comerciais duradoiros.
 Nós seremos a porta de entrada mas também irenos beneficiar, pois a nossa juventude precisa de trabalho qualificado. Nesta ventura comum, em que a Europa e África continuam de mãos dadas de certeza que todos irão lucrar.
 Um ivestimento em África será muito mais rendoso do que feito na Europa. Tenho a certeza que, os empresários portugueses depois de se inteirarem das leis vgentes neste país, não hesitarão e terão muito a lucrar, bem como nós africanos.”