Banqueiros rejeitam criação de um banco de Fomento

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Banqueiros rejeitam criação de um banco de Fomento

Os principais banqueiros portugueses mostraram-se contra a possível criação de um banco de Fomento porque as actuais instituições já fazem esse papel. Ricardo Salgado, presidente executivo do BES, que falava no X Fórum da Banca promovido pelo Diário Económico, disse não conseguir perceber porque haverá um “banco de Fomento que vá para o mercado captar recursos e recursos esses que têm à partida um nível muito elevado para fazer algo mais pela economia”.

 Num painel onde também estavam presentes Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Ulrich, presidente do BPI e Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, Ricardo Salgado acrescentou que um banco com as características de fomento só poderá existir se for “financiado por fundos estruturais vindos da União Europeia”, porque no que toca a financiamento da economia, “os bancos portugueses têm preenchido muito bem o seu papel naquilo que é possível”.

 Já Faria de Oliveira foi perentório ao sublinhar que “Portugal não precisa de um banco de Fomento”, justificando que as linhas de crédito estão a ser utilizadas.

 Tanto Fernando Ulrich como Vieira Monteiro recusaram também a criação de um banco de Fomento, até porque as suas instituições não têm problemas em oferecer crédito a bons projectos.