Banif aproveita a crise para crescer

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Horácio Roque

Horácio RoqueBanif aproveita a crise para crescer e reforça capitais próprios em 310 milhões de euros.

O Banif aproveitou o actual momento de crise para crescer. Não por via orgânica, mas por aquisições. Comprou o Banco Mais, instituição que lhe permite expandir-se no crédito ao consumo, numa operação que mereceu o aplauso dos investidores. Em comunicado o Banif refere que celebrou um acordo com os accionistas que controlam a Tecnicrédito, companhia que entre outras instituições detém o Banco Mais, uma empresa que tem como principal actividade o financiamento no sector automóvel.

Neste âmbito, o Banif convocou já uma assembleia geral para 14 de Agosto, onde os accionistas vão deliberar sobre um aumento do capital social. À integração da Tecnicrédito (proprietária do Banco Mais) no Grupo, com 240 milhões de euros de capitais próprios, o Banif vai adicionar um aumento de capital de 70 milhões de euros, o que prefaz um reforço de 310 milhões de euros nos capitais próprios e não de 10 milhões, conforme por lapso gráfico (em que o símbolo do euro se sobrepôs no espaço ao número da centena) saíu publicado na nossa a terior edição.

A aquisição, anunciada na semana passada pelo comendador Horácio Roque, e que envolve a troca de acções, vai implicar a realização de dois aumentos de capital, de 70 milhões de euros cada, por parte da instituição. Um para incorporar a Tecnicrédito, fundadora do Banco Mais, e outro com novos fundos dos accionistas. Concluído o negócio, a Tecnicrédito passa a deter cerca de 25% do Banif, enquanto o comendador Horácio Roque continuará a manter uma posição maioritária superior a 50% sobre o Grupo Financeiro, que consegue, assim, maior presença no mercado do crédito ao consumo.

A concretização desta operação deverá ocorrer até 30 de Setembro de 2009, resultando na criação de uma nova holding do Banif SGPS dedicada ao desenvolvimento da acrividade de Crédito Especializado. Segundo a União de Bancos Suiça, este negócio "faz sentido financeiramente". O banco de investimento sublinha que o "Banif conseguirá uma situação financeira mais balanceada". No global, os analistas mostraram-se agradados com a c mpra e o governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, que já tinha defendido consolidações na banca portuguesa, disse que a fusão entre o Banif e o Banco Mais vai ao encontro do que já tinha defendido. “Vejo este movimento como algo favorável ao sistema financeiro” – acrescentou.