Banco Central de Moçambique anuncia medidas para estabilizar economia

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Economico

O governador do Banco de Moçambique (BM), Ernesto Gove, disse em Maputo que o efeito do agravamento das taxas directoras na estabilidade macroeconómica do país só se deverão fazer sentir em finais do primeiro trimestre de 2017.

 O governador que falava numa conferência de imprensa para anunciar as decisões do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO), explicou que tais medidas são complementares a outras que estão a ser tomadas por outras instituições.

 Entre as medidas encontram-se cortes de despesas salvaguardando os recursos necessários para garantir a produção e o normal funcionamento dos sectores sociais.

 De referir que o CPMO voltou agravar as taxas directoras, uma medida justifica pela necessidade de conter a inflação que, neste momento, atingiu o nível anual de 19,7 por cento em Moçambique.

 “Não se espera um efeito imediato quando se tomam estas medidas. Talvez lá para o final do primeiro trimestre de 2017, consigamos ver alguma tendência para a melhoria dos indicadores macroeconómicos”, disse.

 “A nível macroeconómico devemos também fazer o aproveitamento máximo dos recursos que temos na agricultura, pequena indústria (…) porque acredito que temos um potencial muito grande”, disse.

 O governador explicou que Moçambique está a confrontar-se com uma confluência de factos que estão na origem da crise.

 “Iniciamos um ano com choque que foi o de seca nalgumas regiões do país e de inundações noutras. Este é um factor que impacta directamente na economia real na medida em que impede a produção”, disse.

 A queda dos preços internacionais de matérias-primas, desde a segunda metade de 2015, é outra razão apontada por Ernesto Gove.

 “A estes factores veio  juntar-se a situação de os parceiros de cooperação suspenderem o seu apoio. São entre 450 a 500 milhões de dólares norte-americanos que deixaram de fluir para o país”, explicou o governado do Banco de Moçambique.