Banco BPI vai reduzir participação no Banco de Fomento Angola

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Banco BPI vai reduzir participação no Banco de Fomento Angola

 

Angola foi um “investimento fantástico” mas o Banco BPI vai retirar-se progressivamente do Banco de Fomento Angola, a fim de respeitar as recomendações do Banco Central Europeu, afirmou o novo presidente da comissão executiva do banco, o espanhol Pablo Forero.

 O novo presidente executivo recordou os números que, disse, são públicos – “o BPI investiu 3,3 milhões de euros, recebeu 1000 milhões de euros em retorno e ainda tem uma posição que vale 450 milhões de euros no balanço.”

 Pablo Forero adiantou que o processo de desinvestimento no Banco de Fomento Angola ocorrerá “a longo prazo” e acrescentou que será uma redução da participação actualmente detida de 48,1% para uma percentagem que deixe tranquilos tanto o conselho de administração do BPI como o Banco Central Europeu.

 A perda do controlo do Banco de Fomento Angola fez já com que o Banco BPI tenha passado de lucros de 45,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016 para prejuízos de 122,3 milhões de euros no período homólogo de 2017.

 O impacto da venda da participação de 2,0% para 48,1% e consequente perda de controlo da instituição foi negativo em 212,3 milhões de euros, sendo que sem esse impacto o BPI teria apresentado um resultado positivo de 90 milhões de euros.

 A venda da participação, devido à recomendação do Banco Central Europeu, “fez com que o Banco de Fomento Angola deixasse de ser consolidado nas contas do Banco BPI, passando a ser reconhecido apenas pelo método da equivalência patrimonial.”