Balança comercial com Espanha ainda tem margem de progresso

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Balança comercial com Espanha ainda tem margem de progresso

A balança comercial entre Portugal e Espanha tem “margem de substancial progresso” o que assinala importantes oportunidades, em vários sectores, para que empresas portuguesas incrementem as exportações para o país vizinho, disse António Pires de Lima.

 “Há uma agenda que quero estimular e dinamizar que é a das empresas que exportam para Espanha. Há progressos importantes que queremos realizar. Temos relações muito fortes com Espanha. É o nosso maior cliente, mas temos ainda uma balança comercial que tem uma margem de progresso substancial”, disse o ministro da Economia em Madrid.

 “Nesse sentido há aqui uma mensagem aos empresários portugueses e às empresas portuguesas para que usem o Ministério da Economia no sentido de que possamos dinamizar essas agenda de exportações para Espanha”, considerou depois de um encontro com empresários espanhóis.

 Em termos setoriais, Pires de Lima destaca as melhorias que se evidenciaram nos sectores agrícolas e da indústria e as oportunidades em c ligados a novas tecnologias ou ao turismo.

 “Quero dar nota da nossa disponibilidade para ajudar os empresários portugueses, os que estiverem vocacionados para isso, a dinamizarem a sua agenda de exportações para Espanha”, disse.

“Isso é importante porque, apesar do progresso feito, há ainda espaço para o crescimento das exportações portuguesas em Espanha, nomeadamente agora que Espanha está a entrar num ciclo positivo da sua economia”, considerou.

 Pires de Lima falava aos jornalistas depois de um encontro em Madrid, no arranque de uma visita à capital espanhola, com o vice-presidente da CEOE (Confederação Espanhola de Organizações Empresariais), Jesus Terciado e representantes de várias empresas espanholas.

 A visita tinha como objectivo central promover oportunidades de investimento em Portugal e insere-se nas viagens que António Pires de Lima tem realizado a várias cidades, num esforço tanto de captação de novos investidores como de consolidação de investimentos já realizados.

 No encontro da CEOE participaram representantes de algumas das principais empresas espanholas, especialmente de empresas com investimentos dos dois lados da fronteira, como é o caso da Acciona, BBVA, El Corte Inglés, Iberdrola e Prosegur.

 Participaram ainda representantes do grupo Antolín, Grupo Santander, Repsol e Telefonica.

Um encontro muito útil, considerou Pires de Lima, e que permitiu constatar que Portugal e Espanha são países com “perspectivas positivas para 2014 e 2015” e que “co-meçam a estar no radar e na moda”.

 “Esta é uma dinâmica positiva que temos que partilhar com os países a quem queremos atrair e onde queremos procurar investimento. Portugal é uma plataforma interessante para investir, pelo mercado doméstico, para centrar investimento no espaço europeu e para outros continentes, nomeadamente os PALOP e a América Latina”, explicou.

 “E as empresas que estão em Portugal são competitivas porque ganham quota de mercado nos seus sectores em todo o mundo”, disse.

 Aos jornalistas, Terciado destacou o tom “muito positivo” do encontro que permitiu conhecer a “realidade da economia portuguesa”, as oportunidades de negócios, as mudanças que estão a ser feitas a nível estrutural para atrair mais investimentos e a melhoria da confiança.

“O interesse das empresas espanholas por Portugal continua a ser muito importante, especialmente em temas como as privatizações e apoios a novos investimentos”, disse.

 Para Terciado, as empresas espanholas querem continuar a “apostar em projectos do futuro”, continuando a “investir em Portugal” e, no actual contexto de reformas e privatizações “com um interesse muito particular”.

 Pires de Lima sublinhou que o investimento espanhol em Portugal “é muito bem-vindo”, considerando que há “um interesse crescente por Portugal” em vários países.

 Questionado sobre efeitos do ‘roadshow’ [apresentação] que tem sido levado a cabo nos últimos meses a vários países, Pires de Lima destacou que “estão a acontecer coisas” e que tem havido empresas interessadas em in-vestir ou até a participar nos processos de privatização em curso.