BAD organiza 1ª semana africana sobre energias em Maputo

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 energiasO Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou que escolheu Maputo para realizar a primeira semana africana sobre energias, em Novembro, durante a qual haverá uma reunião ministerial, seminários com especialistas e participação de empresas privadas e organizações do sector.

 Os objectivos globais são “conseguir acções mais eficientes, coordenadas e coerentes para desenvolver o sector, aumentar o acesso às energias e fomentar o diálogo entre os diferentes parceiros para fomentar o investimento no sector da energia em África”, refere a organização em comunicado.
Uma reunião a nível ministerial, especialistas convidados, empresas privadas e públicas participam nos vários eventos programados para os cinco dias, de 1 a 5 de Novembro.

 Ao longo de toda a semana, um dos eventos paralelos previstos é uma mostra de projectos, serviços e tecnologias de energias limpas, que visam o combate à pobreza e o de-senvolvimento sustentável.
 Uma análise do sector energético africano mostra “o contraste de um continente, com importantes recursos”, no qual a população, indústrias e negócios locais não têm “acesso aos serviços e produtos energéticos mínimos para criarem riqueza e produtividade, a essência do combate à pobreza e o crescimento económico”, refere o BAD.

 Um “aumento dramático” do mercado da energia em África nos próximos anos é inevitá-vel, tendo em conta o crescimento económico previsto (5,0 por cento, em 2011) e os “múltiplos esforços para desenvolver infraestruturas regionais de energia”, constatam os técnicos do BAD.
 Mas para ultrapassar a “gigantesca falta de infraestruturas”, o Banco Africano de Desenvolvimento considera que “é condição ´sine qua none` que haja esforços a nível político e regulamentar para construir parcerias estratégicas entre os diversos actores, sobretudo entre os sectores público e privado”.

Com o “sub desenvolvimento ao nível das infraestruturas energéticas que existe, em África e, em particular, na África subsaariana”, os especia-listas calculam que para metade da população poder vir a ter acesso a energia nos próximos 20 anos o actual nível de investimentos terá de mais do que quadruplicar.